Carro elétrico a Hidrogénio: Autonomia de 2000km

A VW é uma das maiores fabricantes automóveis do planeta, e como tal, nunca poderia meter todos os seus ovos num único cesto. Dito isto, apesar da grande aposta em motorizações elétricas, e grandes baterias, a Volkswagen também está a estudar outras formas de conquistar o mercado automóvel do futuro.

Afinal de contas, temos agora o registo de uma patente extremamente interessante, que pode mesmo revelar o real futuro da mobilidade elétrica.

Carro elétrico a Hidrogénio: Autonomia de 2000km

Volkswagen ID.4 2022

Portanto, a Volkswagen acabou de registar uma patente que poderá dar origem a uma célula de combustível revolucionária. Porquê? Bem, estamos a falar de uma autonomia de 2000 quilómetros, com um único depósito. Além disso, além da eficiência, esta célula de combustível é também mais amiga da carteira do condutor.

Isto é incrível! Sabe porquê? Porque ao longo dos anos, os executivos da VW têm olhado para o hidrogénio com maus olhos, apontando sempre para o carro elétrico, a bateria, como a derradeira solução para fugir dos combustíveis fósseis.

Mas lá está, é assim que se vê a inteligência de uma fabricante que já anda por cá há muitos e bons anos. Os executivos podem não gostar, mas a pesquisa e desenvolvimento foi feita, para se tirar as teimas. Sendo exatamente por isso que a VW se aliou à Kraftwerk, para desenvolver novas tecnologias neste novo mundo.

Carro elétrico a hidrogénio? O que é isto?

A diferença é que em vez de armazenar energia numa bateria, as células de combustíveis dos veículos a hidrogénio produzem a sua própria energia, na hora. Como? Bem, estas células armazenam hidrogénio na forma de gás, num tanque de alta pressão (ou a temperaturas muito baixas caso este esteja numa forma líquida). Posteriormente, esta mesma célula transforma o hidrogénio em energia elétrica, através do uso de um cátodo e de um ânodo.

Mais concretamente, o Hidrogénio (H2) entra pelo ânodo e passa por uma membrana eletrolítica que o divida em H+ e um único electrão (e-). Depois, um eletrólito encaminha-os por sítios diferentes, com o electrão a passar por um circuito externo, de forma a criar um fluxo de eletricidade que faz o motor trabalhar. Já o potrão (H+) passa para o cátodo, onde se unem a oxigénio, e produzem água e calor.

Onde está a inovação? Bem, a VW com a Kraftwerk, decidiu usar uma membrana de cerâmica, em vez da solução de plástico agora existente no mercado. Além disso, a platina também ficou de fora. Curiosamente, é uma solução muito similar a uma bateria em estado sólido.

Esta não é uma tecnologia proprietária da Volkswagen?

A Kraftwerk garante que este projeto vai estar aberto a mais parceiras, para revolucionar o atual mundo do hidrogénio. Com planos para início de produção já em 2026.

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Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, tive o meu primeiro PC aos 10 anos e aos 15 anos montei a minha primeira torre, desde aí nunca mais parei. Tudo o que seja tecnologia, estou na fila da frente para saber mais.

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