14 anos depois, o Candy Crush continua a faturar quase mil milhões por ano! Como é que é possível? É simples… Porque o jogo continua divertido.
Há coisas no mundo da tecnologia e dos videojogos que desafiam qualquer lógica de mercado. Ou seja, numa altura em que vemos estúdios com orçamentos de centenas de milhões de dólares a irem ao fundo e jogos hiper-realistas a serem esquecidos passado um mês, há um pequeno jogo de alinhar doces coloridos no ecrã do telemóvel que continua a ser uma autêntica máquina de fazer dinheiro. Falo, como é óbvio, do mítico Candy Crush Saga.
Afinal de contas, lançado pela sueca King no distante ano de 2012, o jogo celebra quase uma década e meia de vida. E se achavas que já ninguém jogava isto para além da tua tia ou da tua avó, os números do último ano fiscal são de deixar qualquer um de queixo no chão… O jogo gerou a módica quantia de 876,5 milhões de dólares (cerca de 800 milhões de euros).
Uma galinha dos ovos de ouro com mais de 23 mil níveis!

Isto é curioso… É que estes 876,5 milhões representem uma ligeira queda face aos anos anteriores. Isto porque, num ano normal, o jogo ultrapassava confortavelmente a fasquia de mil milhões de dólares. Ainda assim, a escala do negócio continua a ser assustadora. A receita vem quase na totalidade das microtransações dentro da aplicação. Ou seja, o jogo é gratuito, mas quando os utilizadores ficam sem vidas ou empancam num dos mais de 23.000 níveis disponíveis, a tentação de pagar uns trocos por ajudas, vidas extra e “boosters” fala mais alto.
No acumulado de todas as edições da franquia (incluindo as variantes Soda, Jelly e Friends), a marca Candy Crush já gerou mais de 20 mil milhões de dólares em receitas e ultrapassou a fasquia absurda de 5 mil milhões de downloads. E não se trata de uma base de jogadores fantasma: estimativas recentes apontam para cerca de 81,5 milhões de utilizadores ativos todos os meses.
Qual é afinal o segredo para um vício que não morre?
Muitos analistas tentam perceber como é que um conceito tão simples mantém esta tração gigantesca sem sinais de desgaste grave. A resposta parece estar no formato “sem pressão”. Ao contrário dos jogos modernos que exigem atenção contínua e horas seguidas à frente do ecrã, o Candy Crush foi desenhado para sessões rápidas de 10 a 20 minutos.
Podes jogar no metro, na sala de espera do médico ou no sofá enquanto vés televisão, pousar o telemóvel a qualquer momento sem ser penalizado, e sentir aquela pequena sensação de gratificação instantânea ao passar um nível difícil. A juntar a isto, é um jogo universal que não escolhe idades, géneros ou hábitos de jogo, tornando-se num dos maiores fenómenos de massas da história da tecnologia.
Ainda tens o Candy Crush instalado no telemóvel ou já deixaste esse vício no passado? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







