A Apple ainda nem confirmou nada, mas a grande maioria dos leaks que têm chegado à Internet apontam para isto. Porém, a simples ideia de um iPhone com câmara frontal num punch-hole alinhado à esquerda é o suficiente para incendiar as redes sociais.
Isto porque, se realmente acontecer, o iPhone vai perder a sua identidade atual, para adotar aquilo que foi a base de qualquer Android há alguns anos atrás.
O resultado? Bem… No mínimo curioso.
O problema não é técnico. É uma identidade que se perde.

Antes de mais nada, eu não acredito que a Apple pura e simplesmente meta a câmara frontal de lado e não faça mais nada. A ilha dinâmica vai continuar a existir, mesmo que de uma outra forma.
Mas, todos os leaks até aqui apontam mesmo para um iPhone igualzinho a um Android de 2017, e isso é no mínimo estranho e preocupante. Especialmente porque a Apple pode mudar muita coisa, mas raramente abdica de algo que a torna imediatamente reconhecível.
Aliás, sempre que mata uma solução, fá-lo substituindo por outra igualmente distintiva. Um buraco no canto do ecrã não cumpre esse papel…
A Dynamic Island não vai desaparecer assim tão cedo!
A ilha não é perfeita, mas já faz parte daquilo que é usar um iPhone.
Está profundamente integrada no iOS. Há animações, controlos, notificações, navegação e lógica de interface construídas à volta dela. Retirá-la não é só mudar hardware, é mexer em toda a experiência.
Câmara à esquerda? Funciona?
O aspeto é uma coisa, a funcionalidade é outra. Em selfies e videochamadas, o enquadramento deixa de ser natural. O utilizador tem de compensar, inclinar o telefone, ajustar a posição. Não é grave, mas também não é elegante.
E claro, a Apple vive de obsessões com esse tipo de detalhe.
Então… vai acontecer?
Honestamente? Como disse em cima, é muito improvável.
Se a Apple algum dia abandonar a Dynamic Island, será para algo igualmente distinto. Não para um buraco no canto do ecrã que já vimos dezenas de vezes noutros equipamentos.

