Certamente já passaste por isto: compraste o carregador mais potente do mercado, mas o teu telemóvel ou portátil continua a demorar uma eternidade para chegar aos 100%. Entretanto, o culpado está mesmo à tua frente e tu nem suspeitas dele. Em 2026, com a massificação das velocidades ultra-rápidas, a maioria dos cabos USB-C que tens nas gavetas são, na verdade, autênticos gargalos que limitam a tua tecnologia. Por um lado, todos parecem iguais por fora. Por outro lado, a eletrónica interna decide se vais carregar o teu dispositivo num instante ou se vais ficar horas à espera. Se queres parar de desperdiçar o potencial dos teus gadgets, precisas de aprender a distinguir um cabo de alta performance de um simples pedaço de lixo eletrónico. Mas como podes saber se o teu cabo USB-C é uma farsa?
O chip invisível que decide tudo
Em primeiro lugar, deves entender que um cabo USB-C moderno não é apenas um fio de cobre. Para que ele consiga transportar mais de 60W de potência, ele precisa obrigatoriamente de um chip interno chamado E-Marker. Este pequeno cérebro comunica com o teu carregador e com o teu smartphone, confirmando que o cabo é seguro para aguentar correntes elevadas.
Desta forma, se o cabo não tiver este chip, o sistema entra em modo de segurança. Consequentemente, a velocidade é limitada automaticamente, mesmo que o teu carregador seja capaz de debitar 140W ou mais. Portanto, se o teu cabo não consegue “apresentar os documentos” ao carregador, vais ficar sempre preso na via lenta.
Cabo USB-C é realmente bom? Como identificar o culpado em 3 passos simples
Não precisas de ser um engenheiro para descobrir se o teu cabo presta. Basta estares atento a estes detalhes que a maioria das pessoas ignora:
Verifica as extremidades do cabo. Os modelos certificados para 100W ou 240W trazem frequentemente estes números gravados ou impressos no conetor. Se o teu cabo for totalmente liso e não disser nada, as probabilidades de ele ser um cabo básico de 60W são de 99%.
Cabos que suportam 100W ou mais precisam de fios de cobre muito mais grossos no interior. Se o teu cabo for extremamente fino e parecer “frágil”, ele nunca conseguirá transportar energia suficiente para um portátil sem aquecer perigosamente.
Atualmente, a forma mais eficaz e tecnológica de testares os teus cabos é usares modelos com ecrã LED integrado. Estes cabos mostram-te em tempo real quantos Watts estão a passar. Se o ecrã marcar 15W quando deveria marcar 90W, já sabes quem tens de deitar fora.
| Tipo de Cabo | Potência Máxima | Uso Ideal | E-Marker? |
| Cabo Standard | Até 60W | Smartphones antigos e acessórios | Não |
| Cabo High-Power | 100W | Portáteis e Smartphones Ultra-Rápidos | Sim |
| Cabo Ultra (PD 3.1) | 140W – 240W | Estações GaN e Portáteis de Gaming | Sim (Especial) |
O perigo de usar o cabo errado em 2026
Adicionalmente, não se trata apenas de velocidade, mas também de segurança. Tentar forçar 100W através de um cabo barato e sem chip de proteção pode causar um sobreaquecimento nos pinos do conetor. No pior dos cenários, isto pode derreter a entrada USB do teu smartphone de mil euros. Assim sendo, o barato sai caro se insistires em usar cabos de origem duvidosa.
Em suma, se queres tirar partido da revolução GaN e das novas velocidades de carregamento, o teu cabo tem de estar à altura. Portanto, faz uma limpeza às tuas gavetas, testa o que tens e investe em cabos certificados. Finalmente, o teu smartphone e a tua paciência vão agradecer-te.








