A BYD entrou com muita força em Portugal. Aliás, podemos até dizer que a BYD estilhaçou toda e qualquer expetativa, sendo a primeira fabricante chinesa a apostar com verdadeira vontade no mercado europeu. É por isso que, quando se fala do sucesso dos carros chineses em Portugal e na Europa, temos obrigatoriamente de falar da BYD.
Mas nem todos os automóveis da BYD são fantásticos, como seria de esperar. Alguns são bons, outros são apenas decentes, o que é perfeitamente natural.
A realidade continua a ser de que os carros elétricos sofrem com desafios na dinâmica de condução por causa do peso brutal das baterias, e os modelos chineses, especialmente os das primeiras fornadas, ressentiam-se ainda mais por falta de rodagem e de “know-how” afinado para as nossas estradas. Mas, é aqui que o jogo muda um bocadinho. O Sealion 7 não parece chinês e quase não parece elétrico. É, na minha opinião, incrível.
De facto, gosto mesmo muito deste carro. Já tive a oportunidade de o conduzir três vezes e, por mim, conduziria muitas mais. Por isso, não vou estar aqui a fazer uma análise clássica do zero, até porque já o fiz anteriormente e o modelo não mudou por aí além na sua essência.
Portanto, vou aproveitar este artigo para esclarecer esta ideia de “não parecer chinês”.

O Sealion 7 é, obviamente, um carro chinês. O design exterior está muito bem conseguido, sendo um carro apelativo ao olhar. Mas, como tantos carros chineses, vai buscar muita motivação a alguns carros alemães bem conhecidos. Além disso, basta olhar para o design do interior e para a tecnologia embebida nos ecrãs.
No entanto, a experiência ao volante está vários patamares acima do habitual. É um automóvel com pulmão, com dinâmica capaz de meter um sorriso no rosto do condutor, onde consegues sentir o apoio nas curvas e ter confiança para puxar pelo andamento sem receios. É grande, é pesado, mas é extremamente seguro, confortável e responde na perfeição a tudo o que lhe pedes no pedal.
Não é grande e pesado?
Sim, é. Mas não se sente como tal, e é isso que me importa. É, claro, um automóvel do Segmento D, aquele segmento que toda a gente parece desejar nos dias que correm, porque a moda parece estar nos carros enormes.

Mais concretamente, em termos de dimensões e capacidades puras, estamos a falar de uma máquina imponente com 4,83 metros de comprimento, 1,92 metros de largura, 1,62 metros de altura e uma distância entre eixos de 2,93 metros que garante um espaço brutal a bordo. Na arrumação, conta com 520 litros de capacidade na bagageira traseira, a que se somam mais 58 litros no compartimento dianteiro (frunk). No coração do sistema elétrico temos uma bateria de 82,5 kWh, suficiente para autonomias reais a rondar os 500 quilómetros.
Para fechar, chega de série com um recheio de equipamento e extras de fazer inveja à concorrência alemã, arrancando abaixo da fasquia dos 48 mil euros antes de qualquer negociação de preço no concessionário. O que é… Excelente para o carro que é.
Este seria o carro que eu utilizaria para demonstrar o potencial da BYD no mercado Europeu. Se achaste o automóvel curioso, devias ir experimentar, vale a pena.







