BYD quer “matar” os carros a gasolina na Europa com carregamentos de 9 minutos! – Uma ideia gira, e que de facto mostra a grande ambição da gigante chinesa BYD. Uma fabricante que, depois de inundar o mercado com elétricos competitivos, vai agora atacar a infraestrutura com carregadores supersónicos de 1500 kW.
Mas… o problema não é este. Ou melhor, é, mas é só parte.
A revolução dos 1500 kW e os 3000 carregadores na Europa
Portanto, durante a cimeira “Future of the Car” do Financial Times, em Londres, a BYD revelou que planeia instalar 3.000 postos de “Flash Charging” de 1500 kW por toda a Europa ainda durante o ano de 2026. Uma excelente notícia para todos os fãs dos carros elétricos.
Entretanto, quando questionada se esta tecnologia iria finalmente matar os carros a gasolina, Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, respondeu com um sorriso enigmático: “Não posso dizer matar, mas o carregamento rápido pode, pelo menos, competir diretamente com o motor de combustão”.
No fim do dia, a estratégia da marca é clara! Passar de uma simples fabricante de automóveis para um fornecedor global de infraestruturas, cobrindo o mercado desde os elétricos de volume até ao segmento de luxo com a sua nova marca premium, a Denza.
Carregar a 97% em 9 minutos: Como funciona?
A promessa da BYD é avassaladora e ataca diretamente a maior barreira psicológica que afasta os consumidores dos elétricos: o tempo de espera. Segundo Stella Li, hoje em dia as pessoas não compram carros elétricos porque o carregamento demora demasiado tempo e os postos existentes ficam ocupados durante 40 minutos ou uma hora.
Dito tudo isto, com a nova tecnologia, o processo assemelha-se a ir a uma bomba de combustível tradicional.
O sistema consegue dar carga suficiente para circular em apenas 5 minutos, ou atingir os 97% de bateria em 9 minutos (estendendo-se para 12 minutos em condições de frio extremo). Isto permite aumentar a rotação e a utilização dos postos de carregamento em 30 vezes.
Mas…
Na minha visão, o problema dos carros elétricos atuais já não está na velocidade de carregamento. Já temos carros a carregar a velocidades incríveis no mercado português, e nem é preciso olhar para as gamas mais altas do mercado.
A questão aqui é… o preço dos carregamentos rápidos.
Um carro elétrico continua a fazer sentido apenas e só para quem consegue carregar em casa, ou na empresa. Carregar em postos públicos é apenas uma ação de recurso, e não uma rotina. Só carregas na rua se tiver mesmo de ser.
Depois existe uma outra questão. Se só vale a pena carregar em casa, se não tiveres espaço de garagem, como é que fazes? Não fazes, simples. Não podes ter um carro elétrico.






