Browsers da Mozilla e da Google podem “cansar” discos SSD’s

Um estudo levado a cabo pela STH conclui que dois dos navegadores de internet mais conhecidos podem estar a estragar a saúde dos discos SSD.

Com base na utilização da ferramenta SSDLife (uma solução que permite analisar e dar informações sobre a vida útil dos discos SSD), foi verificado que, diariamente, os navegadores que tenham abertas várias “abas” guardam, em média, cerca de 10 GB de informação no disco SSD.

 

Ao que parece, o culpado desta utilização intensiva no disco SSD deve-se à geração de ficheiros recovery.js por parte do navegador. Ao longo da sua utilização, são criados automaticamente ficheiros que contem os dados de cada aba para, caso haja algum erro inesperado por parte do Windows, ser possível abrir o navegador e restaurar os sites que estavam a ser visualizados pelo utilizador.

Apesar desta situacao poder ser considerada como um “alarme” à utilização destes navegadores, é possível ajustar o ficheiro recovery.js.

Para o fazer, no FireFox, o utilizador deve digitar na barra de navegação “about:config” (sem aspas).

 

Nas configurações avançadas, deve procurar “browser.sessionstore.interval“ .

Neste campo está o valor 15000, que significa que a cada 15 segundos é gerado um novo ficheiro recovery.js. Assim, para quem quiser aproveitar a dica, é recomendado que seja aumentado este intervalo e passar, por exemplo, esse numero para 300000 que, neste caso, equivale a 5 minutos.

Desta forma é possível alterar o numero de ficheiros gerados pelo software para recuperação, e ajudar a salvaguardar a saúde do disco SSD…

No entanto, apesar de existir uma dica para corrigir este problema no FireFox, o mesmo não se aplica ao navegador da Google, pelo que não existe forma de alterar o volume de escrita feito pelo Chrome.

De acordo com a STH, e dependendo da utilização, este gerar de ficheiros por parte dos navegadores de internet podem fazer que sejam registados diariamente 20 GB de informação.

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