Com o preço dos combustíveis sempre a mexer, qualquer truque para gastar menos é bem-vindo. E há um detalhe dentro do teu carro, ao alcance da tua mão, que muita gente usa ao contrário e que, ao longo do ano, faz uma diferença real no que pagas na bomba. Falo do botão do teu carro que está a fazer gastar mais combustível.
O botão do teu carro que está a gastar mais combustível sem tu saberes
Vamos começar pelo básico, porque é aqui que está o equívoco. Quando andas com o ar condicionado ligado, o compressor do sistema gasta energia, e essa energia vem do motor, que por sua vez consome combustível. Ou seja, o ar condicionado tem um custo em gasolina ou gasóleo. Não é enorme, mas existe, e quanto mais o sistema tem de trabalhar para arrefecer o habitáculo, mais combustível gastas.
É aqui que entra o botão de recirculação
Quando o ativas, em vez de o sistema puxar ar quente do exterior para arrefecer, ele volta a usar o ar já frio que está dentro do carro. Resultado: o ar condicionado tem muito menos trabalho, arrefece o interior mais depressa e mantém a temperatura com menos esforço, o que significa menos consumo. Em dias de muito calor, sobretudo, ligar a recirculação faz o carro arrefecer bastante mais rápido e gastar menos a manter esse fresco.
O erro comum é deixar a entrada de ar exterior sempre aberta com o ar condicionado ligado num dia quente. Estás, na prática, a pedir ao sistema para arrefecer continuamente o ar abrasador que entra de fora, um trabalho infindável que se traduz em mais combustível queimado. Carregar no botão da recirculação resolve isto e nota-se de imediato no conforto.
Mas e este “mas” é importante não é para deixar a recirculação sempre ligada
Aqui está o equilíbrio que poucos conhecem. Com a recirculação ativa muito tempo, o ar dentro do carro vai-se viciando: a humidade aumenta, os vidros podem embaciar e, em viagens longas, a falta de ar fresco deixa-te mais sonolento, o que é perigoso. Por isso, a estratégia inteligente é: usa a recirculação para arrefecer rápido e nos picos de calor, e depois alterna periodicamente com a entrada de ar exterior para renovar o ambiente. Em dias húmidos ou de chuva, dá preferência ao ar exterior, que ajuda a desembaciar os vidros.
Já que estamos a falar de poupar combustível, deixa-me juntar outros hábitos que pesam mais do que imaginas. A velocidade é talvez o fator número um: conduzir a 120 em vez de 130 numa autoestrada reduz o consumo de forma significativa, porque a resistência do ar aumenta muito com a velocidade. Conduzir de forma suave, sem acelerações e travagens bruscas, antecipando o trânsito, pode poupar uma fatia considerável. Em descidas ou ao aproximar de um semáforo vermelho, tirar o pé do acelerador a tempo deixa o carro “rolar” e gastar praticamente nada.

A pressão dos pneus é outro clássico ignorado
Pneus com pressão abaixo do recomendado aumentam a resistência ao rolamento e fazem o carro gastar mais, além de se desgastarem mais depressa e serem menos seguros. Verifica a pressão com regularidade, é grátis (pelo menos em algumas bombas) e faz diferença.
O peso também conta. Andar com a mala cheia de tralha que não precisas, ou com barras de tejadilho montadas o ano inteiro quando só as usas nas férias, obriga o motor a um esforço extra. As barras de tejadilho, em particular, estragam a aerodinâmica e disparam o consumo em autoestrada. Tira o que não usas.
E há o óbvio que muita gente esquece
O motor ao ralenti gasta combustível sem te levar a lado nenhum. Se vais ficar parado mais do que uns segundos, à espera de alguém, numa passagem de nível , desligar o motor compensa. Muitos carros modernos já o fazem por ti com o sistema start-stop, precisamente por esta razão.






