Quando pensamos num carregador de telemóvel ou numa powerbank, a imagem que nos vem logo à cabeça é bastante simples… É um pedaço de plástico com uma ficha de um lado e uma ou mais portas USB do outro. Ligas o cabo, ligas à tomada e a coisa funciona. Se for barato (e bom), perfeito!
No entanto, se andaste a espreitar os modelos mais recentes e premium de algumas marcas, especialmente da Anker, é muito provável que tenhas tropeçado numa especificação técnica inesperada… A conectividade Bluetooth.
À primeira vista, a ideia parece o cúmulo do ridículo e do marketing desnecessário. Uma forma de vender mais só porque tem uma coisa nova. Afinal de contas, para que diabo precisa um carregador de ter Bluetooth? Vai passar música? Vai emparelhar com os auscultadores? Claro que não.
Mas, a Anker arranjou aqui uma solução surpreendentemente prática para quem leva a gestão de bateria a sério.
Controlar a potência, prioridades de carregamento e encontrar a powerbank perdida. Tanto em carregadores, como também em Powerbanks.

Portanto, nas gamas mais altas da marca (como a série Anker Prime, pensada para carregar portáteis, tablets e smartphones em simultâneo com potências que ultrapassam os 200W), o Bluetooth serve para ligar o carregador diretamente a uma aplicação no teu telemóvel. E é aqui que a coisa começa a fazer sentido!
Afinal, através da app, deixas de estar a “adivinhar” a que velocidade o teu computador ou smartphone está a carregar. Podes a potência em tempo real porta a porta, definir timers para desligar a corrente, atualizar o firmware do carregador e, mais importante, definir prioridades de carregamento.
Ou seja, se tiveres um portátil de trabalho e um telemóvel ligados ao mesmo tempo, podes mandar a powerbank dar 100W ao PC e só o resto ao telefone, ajustando o comportamento consoante a urgência do momento.
Como bónus para quem anda sempre em viagens de trabalho ou com a mochilas cheias de cabos, a ligação Bluetooth permite emitir um sinal sonoro para encontrar a powerbank se a deixares perdida no fundo de uma mala.
Atenção ao consumo fantasma da bateria!

Há, contudo, um contra que é preciso ter em conta. O chip Bluetooth precisa de energia para estar constantemente a emitir sinal e à procura do teu telemóvel.
Por isso, numa powerbank, deixar o Bluetooth sempre ligado em segundo plano significa que a bateria vai descarregar mais depressa mesmo quando não estás a carregar dispositivo nenhum.
Além disso, num carregador convencional, vai também existir um consumo fantasma (que já existe em qualquer carregador) um pouco maior.
É assim boa ideia fazer uma gestão fina da funcionalidade. Além disso, há também outro “problema”. Estes carregadores apesar de excelentes, são também mais caros face ao resto.
Conclusão
Não é uma funcionalidade que vá fazer falta a quem só quer carregar o telemóvel à noite na mesa de cabeceira, mas para quem anda com milhares de euros em equipamento na mochila, dá uma margem de controlo brutal.
Achas que faz sentido ter Bluetooth e uma app para gerir um carregador ou esta tendência das aplicações para tudo já está a ir longe demais? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







