Telemóveis BlackBerry deixarão de existir? Não: e o que isto significa para os consumidores


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A BlackBerry publicou hoje o seu relatório de resultados, e com isso revela que passará a terceirizar o desenvolvimento de hardware, algo que a imprensa tem repetido como os telemóveis BlackBerry deixando de existir.

Não é de todo o que a declaração de John Chen diz. O CEO da BlackBerry indica que a marca irá concentrar-se no desenvolvimento de software e deixará de desenvolver hardware internamente. Isto não deveria ser uma surpresa para ninguém, neste momento, tendo em conta que tanto o já lançado BlackBerry DTEK50, quanto o possível BlackBerry DTEK60 são desenhos da TCL, desenvolvidos por esta marca e comercializados com pacote de software da BlackBerry.

Podemos portanto esperar que a BlackBerry continue a ter telemóveis em mote próprio, mas simplesmente não irá acarretar com os custos do seu desenvolvimento, desde a fase da concepção, até à fase do desenho final. O futuro deverá significar portanto parcerias com fabricantes bem cotados, capazes de fornecer dispositivos completos para as necessidades da marca, poupando em custos e tempo. A solução é praticada já por muitos fabricantes actuais, sendo o caso da Nokia o mais recente, já que o nome Nokia passará a ser utilizado através de licenciamento com a HMD Global Ltd. Entretanto, esta empresa lançará os dispositivos em parceria com a FIH Mobile, do grupo Foxconn. De resto, a própria TCL que produz os mais recentes BlackBerry, também comercializa os dispositivos com a marca Alcatel.

Portanto, e fora o sensacionalismo mediático de alguma imprensa, o anúncio de John Chen não significa o fim da BlackBerry como um nome num telemóvel, mas reflecte o modo como a empresa passará a comercializar o seu nome e marca, num mercado onde o outsourcing é cada vez mais corrente. Os custos de escolher componentes, conceber plataformas e fazer produções de teste quando tudo está afinado são simplesmente elevados para lá do que muitas marcas estão dispostas a gastar, principalmente com OEMs disponíveis para fazer isso por elas.

Especificamente, em países como a Indonésia, o fabricante BB Merah Putih já tem licenças para fabricar, distribuir e promover telemóveis BlackBerry no país, sendo mais do que certo que a nível mundial a TCL continuará a editar uma gama apreciável de BlackBerry.

Para os consumidores, isto significará que os dispositivos BlackBerry poderão tornar-se mais acessíveis e práticos, graças a este maior equilíbrio entre preço de mercado e custos de produção e dispositivos como o BlackBerry DTEK50 estarão mais facilmente acessíveis ao mercado em geral. A marca terá simplesmente recursos extras com que promover dispositivos e equipá-los com um dos melhores pacotes de software do mercado.

Comprar um BlackBerry poderá ser uma boa ideia no futuro próximo, fora o sensacionalismo mais apetecível para alguns meios de comunicação.

 

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