O mundo dos smartphones bons e baratos está… Uma confusão. Quase todos os smartphones abaixo dos 400€ parecem clones uns dos outros, partilhando o mesmo aspeto plástico e listas de especificações que não aquecem nem arrefecem. Agora está ainda pior, porque os preços no lado da produção aumentaram de forma absurda, o que claro está, deu um belo pontapé nas margens das fabricantes que apostavam forte no segmento.
Dito tudo isto, é precisamente para quebrar este ciclo que a Nothing acaba de anunciar oficialmente em Londres o seu novo Phone (4b). O objetivo da tecnológica de Carl Pei é claro! Criar uma nova porta de entrada mais económica no seu ecossistema, mas sem obrigar o utilizador a abdicar da identidade visual que tornou a marca famosa.
Assim, o novo aparelho serve de ponto intermédio entre o que vimos na linha Phone (4a) e traz argumentos de peso para se superiorizar à concorrência direta no retalho, a começar pelo preço fixado nos 329€ para a versão base na Europa.
O design transparente funde o melhor de dois mundos
Portanto, para desenhar o Phone (4b), a Nothing não teve meias medidas e decidiu fundir duas das características estéticas mais elogiadas do seu portefólio recente.
Desta forma, o smartphone herda a nova barra de luzes Glyph introduzida com o Phone (4a) convencional e combina-a com a estrutura unibody que vimos no Phone (4a) Pro. A traseira em polímero transparente mantém os cantos curvos em 3D, revelando a arquitetura interna do equipamento e os 45 mini-LEDs individuais capazes de atingir uns impressionantes 3500 nits de brilho para notificações e alertas visuais.
Entretanto, sob o capô, a Nothing deixou cair os processadores MediaTek que costumam infestar este segmento de preço e apostou no silício da Qualcomm. O coração do dispositivo é o novo Snapdragon 6 Gen 4, um chip construído no processo de 4nm que garante uma pontuação no AnTuTu acima de 1 milhão de pontos.
Esta escolha garante não só desempenho para correr jogos como Call of Duty ou Wild Rift a taxas de FPS elevadas (90~120 FPS), mas também dá asas ao motor de inteligência artificial de sexta geração da Qualcomm para processar tarefas locais sem depender da nuvem.
Não é obviamente o melhor SoC do mundo. Mas, é muito competente para esta gama de preços.
Uma bateria gigante protegida contra o desgaste do tempo?
No campeonato da autonomia, a marca decidiu jogar forte.
O Phone (4b) chega equipado com uma bateria de 5200 mAh (embora o documento oficial mencione uma célula de 6000 mAh com tecnologia Safe Cell). O grande trunfo técnico aqui é que a retenção de capacidade de carga foi esticada para manter 90% da saúde. Isto mesmo após 1200 ciclos completos de carregamento, o que equivale a sensivelmente três anos de utilização diária sem degradação severa. O carregamento rápido por cabo fica-se pelos 33W, permitindo recuperar metade da carga em cerca de 30 minutos.
Temos temos um ecrã com um painel Super AMOLED de 6,77 polegadas com taxa de atualização adaptativa de 120Hz e pico de brilho de 2000 nits em conteúdos HDR10+. Por sua vez, na fotografia, encontramos um sensor principal de 50 MP com estabilização ótica de imagem (OIS) apoiado pelo motor TrueLens Engine 4. Isto além de uma grande angular de 119 graus.
No campo do software, o terminal já sai da caixa com o Nothing OS 4.1 baseado no Android 16. Além disso, a fabricante promete 3 anos de atualizações de sistema e 6 anos de patches de segurança.
Preço… Vale a pena?
A Nothing conseguiu montar um conjunto muito equilibrado por 329€. Em vez de tentar enfiar componentes topo de gama em carcaças baratas… Focou-se na otimização do ecrã, no design diferenciador e numa política de atualizações longa que raramente se vê nesta faixa de preço.
Se é o suficiente? Talvez seja. Mas tudo dependerá de como as “grandes” reagem ao caos dos preços ao longo das próximas semanas.






