Quem anda atento ao mercado de smartphones já percebeu que comprar tecnologia em 2026 está a tornar-se um exercício de paciência ou de loucura. Durante anos, a gama Galaxy A da Samsung foi o porto de abrigo de quem queria um telemóvel competente, fiável e com anos de atualizações garantidas. Isto sem ter de vender um rim para comprar um modelo da linha Galaxy S.
Pois bem, parece que nem a gama média e de entrada escapa à vaga de aumentos.
Até os Samsung mais baratos estão a ficar caros!

Portanto, depois de ter mexido nas tabelas dos topos de gama Galaxy S26 e dos dobráveis Galaxy Z Flip 8 em várias regiões do globo. A Samsung decidiu passar a pente fino a sua oferta mais acessível.
E os aumentos não foram propriamente meigos.
A justificação é a óbvia. A RAM está muito mais cara, e o armazenamento não ficou atrás. Mas, aqui temos de ter em conta uma coisinha muito importante… É a própria Samsung que produz estes componentes.
Do Galaxy A17 ao Galaxy A57: A fatura disparou!
Os novos valores começaram a ser aplicados no mercado norte-americano, mas como a história costuma ditar neste setor, quando a torneira aperta num lado, os reflexos acabam por chegar ao mercado europeu mais cedo ou mais tarde.
- Galaxy A17 5G (o caso mais gritante): O telemóvel mais barato da família começou o ano com um preço de lançamento a rondar os 200 dólares. Há poucas semanas tinha subido para os 250 e, com este novo ajuste, passa a custar 279,99 dólares. Ou seja, em menos de um ano, o modelo de entrada da marca encareceu quase 80 dólares (um aumento superior a 35% face ao valor original).
- Galaxy A27: A versão de 128GB sobe a fasquia e fixa-se agora nos 379,99 dólares.
- Galaxy A37 5G: O modelo de equilíbrio da gama média passa a arrancar nos 489,99 dólares para a versão de 128GB, batendo nuns expressivos 609,99 dólares se optares pela variante de 256GB.
- Galaxy A57 5G: O modelo mais potente da série A salta diretamente para os 599,99 dólares na versão base, com a versão de 256GB a chegar aos 679,99 dólares.
A linha que separa a gama média do topo está a desaparecer.
O grande problema desta estratégia não é apenas o número absoluto; é o posicionamento do produto no mercado.
A força da série Galaxy A sempre foi a relação qualidade-preço. Ou seja, conseguir entregar 80% da experiência de um Galaxy S por metade do preço. Só que quando começas a ver um Galaxy A57 a roçar os 600 ou 680 dólares, a proposta perde grande parte do seu encanto original.
Por esse patamar de valores, o consumidor começa a cruzar-se perigosamente com topos de gama do ano anterior em promoção. Ou com alternativas diretas da concorrência que oferecem chips muito mais rápidos, melhores sistemas de câmaras e carregamentos consideravelmente mais velozes.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Achas que dar perto de 280 euros por um Galaxy A17 ou 600 euros por um A57 ainda faz sentido para o que os telemóveis oferecem? Ou a gama média da Samsung está a esticar a corda da paciência da tua carteira?








