Durante décadas, o comando da TV foi o centro de tudo. Perdê-lo era um drama. Aliás, tenho 34 anos, e durante muitos anos eu fui o próprio comando da minha casa, porque na altura era necessário ir à TV carregar no botão.
Mas a verdade é que, em 2026, já quase ninguém precisa realmente dele.
Há algo a mudar na forma como interagimos com a televisão. Porém, não tem a ver com painéis OLED ou novas tecnologias de imagem.
O teu smartphone vai ser o novo comando?

Eu não sou de todo o maior fã desta ideia de meter tudo no smartphone, mas é inegável que este é o caminho para as fabricantes.
Aliás, hoje em dia, a maioria das Smart TVs tem aplicações próprias que transformam o telemóvel num comando completo. Samsung com o SmartThings, Roku com a sua app, LG e Sony com soluções semelhantes.
Instalas a aplicação, ligas à mesma rede Wi-Fi e tens controlo total. Ligar e desligar, mudar de canal, controlar o volume, navegar nos menus e até escrever passwords sem sofrer com teclados virtuais lentos. No fim do dia, fica tudo mais fácil.
E sejamos honestos… Quando foi a última vez que saíste de casa sem o telemóvel? Exato.
A televisão já faz parte do ecossistema
A TV deixou de ser um equipamento isolado. Hoje faz parte de um ecossistema maior.
Se tens Google Home, Alexa ou outro sistema de casa inteligente, a televisão é apenas mais um dispositivo ligado à rede. Tudo comunica entre si. Tudo pode ser controlado a partir do mesmo ponto.
Neste cenário, o comando físico começa parecer algo… Do passado.
A voz pode ser o verdadeiro futuro
O controlo por voz já está integrado em praticamente todas as plataformas modernas. Podes pedir para abrir a Netflix, procurar um filme, aumentar o volume ou desligar a televisão. Sem tocar em nada.
A Roku já aposta nisso. A Google empurra forte o Gemini no Google Home. A Amazon continua a evoluir a Alexa.
Sim, existem preocupações com privacidade. Microfones sempre ativos não agradam a toda a gente. Mas do ponto de vista da conveniência, falar é mais rápido do que procurar um comando perdido entre almofadas.
O comando vai desaparecer?
Claro que nada disto vai acontecer agora. Nem amanhã. Ainda há quem prefira algo físico na mão. Ainda há quem não queira depender do telemóvel ou de assistentes de voz.
Mas a tendência é essa. À medida que os dispositivos se integram e os ecossistemas ficam mais inteligentes, o comando tradicional começa a perder relevância. De facto, a própria TV está a perder muita da importância que sempre teve nas nossas vidas, e como tal, também tem de se adaptar a uma nova realidade.
Em suma, se já controlas luzes, música e até o carro com o telemóvel ou com a voz, faz sentido continuar agarrado a um pedaço de plástico só para mudar de canal?







