Alerta! Há 31 ataques informáticos por hora em Portugal!

As pandemias e as consequentes crises económicas têm destas coisas. As pessoas tentam ir buscar dinheiro a todo o lado. Infelizmente em muitos casos através de formas ilícitas. Tudo isto para dizer que os ataques informáticos não param de aumentar. Assim e de acordo com as estatísticas da equipa de investigação do WatchGuard Threat Lab, publicadas no site Threat Landscape, Portugal sofreu em janeiro passado um total de 22.818 ataques de malware. Isto corresponde a um ritmo de 736 ataques por dia e 31 ataques informáticos por hora em Portugal.

Alerta! Há 31 ataques informáticos por hora em Portugal!

Entretanto estes números indicam uma subida na atividade cibercriminosa no nosso país. Apenas para terem uma ideia, em dezembro registaram-se 17 943 ataques de malware. Em termos práticos isto corresponde a 579 por dia.

Refira-se também que 35% do malware detetado foi zero day. Isto significa que é malware que ainda não foi oficialmente descoberto pelas soluções de segurança e que anda a fazer estragos por aí. Por outro lado, os restantes 65% disseram respeito a malware conhecido.

Ainda segundo a monitorização do cibercrime em Portugal, as tentativas de ataques de rede dispararam das 4162 de dezembro para as 19.233 em janeiro, numa frequência de 620 ataques por dia, 26 ataques por hora.

ataques informáticos Portugal

Mas os ataques de ransomware estão em queda

Os ataques Ransomware continuam a ser um problema grave, no entanto, parece que a tendência de subida no valor pedidos pelos atacantes está em queda. Porquê? As empresas não querem pagar os valores pedidos, preferindo perder o acesso aos dados mais recentes, voltando assim para o backup mais recente feito pelo departamento de informática.

Assim estamos a falar de quedas entre os 34% e os 55%, consoante o tipo de ataque em causa.

Em suma, como mesmo após o pagamento, não é certo que o atacante devolva os ficheiros, e o valor passou uma série de meses numa tendência de subida incrível, parece que as empresas preferem agora simplesmente desistir e apagar tudo.

Curiosamente, mesmo os ataques ransomware mais pessoais, que incluem ameaças de exposição de informação privada e/ou crítica, também estão a deixar de ser pagos. Porquê? Na grande maioria das vezes, a informação é lançada na Internet mesmo após o pagamento.

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Bruno Fonseca
Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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