Numa altura em que o mercado de componentes de PC parece um filme de terror, e parece mesmo, com as gigantes do costume a desviar quase toda a produção de chips para a inteligência artificial e os preços da memória RAM a disparar para níveis pornográficos, a verdade é que há um nome vindo do oriente que começa a dar dores de cabeça aos líderes tradicionais: a fabricante chinesa CXMT.
Dito tudo isto, se achavas que os chips de memória chineses eram produtos de segunda categoria apenas para desenrascar orçamentos apertados, pensa duas vezes.
De facto, é por isso que a Asus está a preparar uma vaga pesada de atualizações de BIOS para as suas motherboards AM5 da AMD, focada exclusivamente em afinar os timings e esmagar a latência dos módulos DDR5 baseados em chips CXMT!
O que muda com a nova versão do AGESA?

Portanto, as novas versões de BIOS em fase Beta já começaram a aterrar nas páginas de suporte de várias placas das séries 600 e 800 da marca. Cobrindo modelos com chipsets X870, B850, X670 e B650. A base de código assenta no novíssimo microcódigo AMD AGESA ComboAM5 PI 1.3.0.1d e traz melhorias cirúrgicas no treino de memória:
- Subtimings afinados: Em vez de se limitar a garantir que o PC arranca sem dar ecrã azul, esta atualização introduz parâmetros avançados de afinação de latência baixa dedicados aos chips CXMT. O treino de memória torna-se mais rápido e os timings secundários ficam mais apertados de fábrica.
- Velocidades que já metem medo: A maturidade do silício chinês tem dado saltos gigantescos nos últimos meses. Já vimos módulos com chips CXMT a baterem recordes de 9000 MT/s em plataformas X870E, e ultrapassar a barreira dos 8000 MT/s em AM5 está a tornar-se surpreendentemente acessível.
- Estabilidade reforçada: Para além do ganho óbvio de fluidez em jogos onde a latência de memória dita as regras dos 1% lows, a atualização melhora a compatibilidade geral e resolve instabilidades que ainda existiam em certas configurações.
A China a salvar a carteira dos jogadores?

É fascinante ver como a geopolítica do hardware está a mexer com o nosso dia a dia.
Com a Samsung e a SK Hynix com os stocks completamente secos. E a Micron a fugir a sete pés do mercado de consumo, a indústria de PC precisava desesperadamente de uma alternativa viável para evitar que montar um computador passasse a ser um luxo exclusivo para milionários.
Isto não significa que tudo vá ficar bem a partir de agora. A crise está para durar. Os chineses também gostam de dinheiro, e se esta RAM for mais barata, é apenas ligeiramente mais barata. A questão aqui é que a China quer meter memória no lado do consumo, e é isso que neste momento interessa.
Entretanto, o facto de uma marca de topo como a Asus gastar recursos de engenharia para otimizar especificamente o desempenho dos chips da CXMT. Prova que a fabricante chinesa já não pode ser ignorada por ninguém. Ganham os utilizadores, que passam a ter mais opções de escolha no mercado. Ganha a plataforma AM5, que continua a receber suporte afiado e melhorias gratuitas de performance mesmo anos após a sua estreia.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Estás disposto a arriscar na compra de memórias com chips chineses CXMT se isso significar poupar uma pipa de massa na montagem do teu PC, ou continuas a confiar apenas nas marcas tradicionais do mercado?






