Depois de uma gigantesca aposta no mercado português após a chegada da DIGI, onde as operadoras low-cost eram basicamente todas iguais porque apenas respondiam ao que a DIGI fazia. (Isto além de serem um óbvio esforço das “3 grandes” para não perder quota de mercado.) As diferenças começam agora a aparecer, e são cada vez mais significativas!
Sim, o preço é parecido, os dados também. Mas há diferenças que já estão a obrigar alguns consumidores a saltar para redes rivais. Mais concretamente, estamos a falar da velocidade da internet, e talvez ainda mais importante que isso, da forma como cada empresa trata os seus clientes.
Os preços são parecidos. As velocidades não!
Se olharmos apenas para os tarifários, parece que o mercado ficou totalmente nivelado.
Ou seja, hoje já é possível encontrar ofertas com:
- 100 GB por cerca de 5€/mês
- dados ilimitados por cerca de 7€/mês
- sem fidelização
Isto acontece em praticamente todas as operadoras. Mas quando se começa a olhar para aquilo que realmente interessa numa ligação móvel, ou seja, a velocidade real, o cenário muda bastante.
Amigo, DIGI, WOO e UZO: quatro redes que são quatro realidades diferentes
Apesar de muitas vezes serem colocadas no mesmo saco das “low-cost”, estas operadoras funcionam de formas muito diferentes.
- Amigo utiliza rede Vodafone
- DIGI utiliza rede própria
- WOO utiliza rede NOS
- UZO utiliza rede MEO
Mas o mais interessante aparece quando se olha para as velocidades máximas e para aquilo que realmente já foi medido nas redes.
Velocidades contratadas vs velocidades reais
Segundo os dados disponíveis, as velocidades máximas contratadas são relativamente parecidas:
- Amigo: 150 Mbps download / 50 Mbps upload
- DIGI: 230 Mbps download / 60 Mbps upload
- WOO: 150 Mbps download / 50 Mbps upload
- UZO: 150 Mbps download / 50 Mbps upload
Mas quando se olha para velocidades reais verificadas, aparecem diferenças muito interessantes.
- DIGI: já registou picos de 750 Mbps de download
- WOO: pode atingir cerca de 1 Gbps de download
- UZO: sem restrições pode chegar aos 1.5 Gbps
- Amigo: mantém-se limitada aos 150 Mbps
Ou seja, apesar de muitas ofertas parecerem semelhantes no papel, na prática algumas conseguem atingir velocidades muito superiores.
A prioridade na rede também conta!
Outro detalhe importante é a prioridade dentro da rede. Ou seja, podes pagar a tua mensalidade, mas como és um cliente “low-cost”, não vais ter necessariamente os mesmos direitos face a quem paga mais.
No final do dia, nem todos os clientes são tratados da mesma forma quando a rede está congestionada.
Segundo os dados disponíveis:
- DIGI: prioridade máxima
- WOO: prioridade intermédia
- Amigo: prioridade baixa
- UZO: prioridade baixa
Isto significa que em locais com muita utilização, como festivais, metro, estádios ou centros urbanos com grande densidade populacional, alguns utilizadores podem sentir velocidades mais baixas do que outros.
Nem todas têm as mesmas funcionalidades
Além da velocidade, também existem diferenças nas funcionalidades incluídas.
Por exemplo:
- Dados acumuláveis: DIGI, WOO e UZO
- eSIM: disponível na maioria, exceto Amigo (embora cada operadora tenha uma abordagem diferente)
- VoLTE e VoWiFi: não está disponível em todas
São pequenos detalhes, mas que no uso diário acabam por fazer diferença.
Conclusão: não, não são todas iguais. Escolhe bem!
O mercado móvel português mudou bastante com a chegada de novas ofertas e com a pressão da concorrência. Mas olhar apenas para o preço pode ser enganador.
Estamos muito habituados a ver ofertas sempre extremamente parecidas. Mas isso nem sempre conta a história toda.
A velocidade da rede, a prioridade de tráfego e a tecnologia utilizada podem fazer uma diferença enorme na experiência real de utilização.
Por isso, antes de escolher uma low-cost, vale a pena olhar para algo mais do que apenas os euros no fim do mês.









