A Apple nem sempre faz isto, mas, de vez em quando, existe uma diferenciação grande entre os modelos Pro e Pro Max. Algo que para mim faz muito pouco sentido. Porque, teoricamente, o modelo Max tem de ser apenas uma versão maior do modelo Pro. Sendo exatamente por isso que ambos têm “Pro” no nome. Não estamos a falar de um iPhone Pro e de um iPhone Ultra. Na teoria, as especificações técnicas deveriam ser as mesmas.
É uma pena, porque acho que a Apple esteve muito bem na geração 17 do iPhone, em que os modelos Pro e Pro Max eram exatamente isto. O mesmo smartphone, com o Max a oferecer um ecrã maior e mais bateria. Era mesmo só isto. Por isso, quem quisesse o modelo mais compacto, era simples, comprava o modelo Pro.
Aliás, isto só fazia mais sentido agora com a nova geração, visto que os preços devem aumentar de forma considerável, e desta forma, os fãs do ecossistema Apple podiam continuar a meter as mãos num modelo de topo, sem serem obrigados a vender um rim no mercado negro.
Mas, com o iPhone 18, parece que o modelo Pro Max vai oferecer uma novidade que muitos fãs do modelo compacto Pro vão querer ter.
Apple vai fazer o que eu mais odeio… Pro e Pro Max!

Portanto, depois de anos de rumores a prometerem a tão aguardada abertura de lente variável para a geração iPhone 18, as mais recentes informações vindas da China apontam para um balde de água fria… A novidade mais inovadora da câmara vai ser exclusivo do iPhone 18 Pro Max.
Quem preferir a ergonomia do modelo mais compacto vai ficar a ver navios.
Abertura mecânica variável: O que muda e porque é que importa?

Para quem não está familiarizado com a parte técnica da fotografia, desde o velhinho iPhone 14 Pro até ao atual iPhone 17 Pro que a câmara principal da Apple está “presa” a uma abertura fixa de ƒ/1.78. Isto significa que a lente está permanentemente aberta no máximo, dependendo a 100% de truques de software e inteligência artificial para desfocar o fundo ou tentar manter planos nítidos em diferentes distâncias.
Dito isto, com um sistema mecânico de abertura variável, suportado pelo novo sensor Sony IMX905, o telemóvel ganha lâminas físicas que abrem e fecham como numa verdadeira máquina fotográfica DSLR. O resultado prático é brutal:
- Controlo real de profundidade de campo: Desfoque de fundo (bokeh) puramente ótico, sem os recortes manhosos e artificiais do modo retrato.
- Nitidez em fotos de grupo e paisagens: Capacidade de fechar a abertura para garantir que várias pessoas ou planos ficam focados de ponta a ponta sem aberrações nas bordas.
- Melhor gestão em dias de muito sol: Evita fotos queimadas ou com velocidades de obturador exageradas sem necessidade de filtros extra.
E agora?
É simples, se queres a melhor experiência fotográfica da Apple, vais ser obrigado a carregar um autêntico “tijolo” no bolso. E não é exagero de expressão, visto que o 18 Pro Max deverá ser ainda mais pesado e encorpado para albergar tanto a bateria maior como este mecanismo complexo da câmara.
Esta jogada não é novidade em Cupertino. Quem se lembra do lançamento do iPhone 15 Pro recorda-se perfeitamente de como a Apple guardou a lente teleobjetiva tetraprism (com zoom ótico de 5x) exclusivamente para o Pro Max, deixando o modelo pequeno com o velho zoom de 3x. Foi preciso esperar mais um ano pelo 16 Pro para a paridade voltar a reinar. Agora, com a desculpa do espaço interno e do novo sensor, a história repete-se de forma descarada.
É uma decisão frustrante, sobretudo num ano em que a crise na produção de componentes e memórias ameaça empurrar os preços para fasquias recorde. Castigar quem prefere a portabilidade de um ecrã de 6.3 polegadas é apenas uma manobra comercial para forçar a malta a abrir ainda mais a carteira pelo modelo mais caro da tabela.







