Pensavas que a Apple estava agora focada em produtos mais baratos, como o iPhone 17e ou o MacBook Neo. Claro que não. A gigante Norte-Americana apenas quer desenvolver uma gama mais completa, capaz de chegar a tudo e a todos.
Aliás, o foco continua a estar no Ultra Premium, como vamos ter a oportunidade de ver ao longo dos próximos meses.
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Apple também quer apostar forte nos aparelhos Ultra!

Portanto, a chegada do MacBook Neo podia dar a ideia de que a Apple estava finalmente disposta a abrir um pouco mais a porta ao consumidor comum. Afinal de contas, meter um portátil a 699 euros no mercado não é propriamente o movimento mais óbvio de uma empresa que vive há anos obcecada com margens altas e produtos premium.
Mas, o MacBook Neo não representa uma mudança de filosofia. É apenas um pequeno desvio numa estratégia que continua exatamente no mesmo caminho de sempre. Ou seja, a Apple quer vender produtos cada vez mais caros, mais exclusivos e mais aspiracionais. Em suma, mais Ultra!
O MacBook Neo não é (bem) o futuro da Apple.
Se alguém achava que o Neo podia marcar uma viragem mais agressiva para o mercado de entrada de gama, talvez seja melhor abrandar o entusiasmo.
Agora que tudo está a complicar no mundo do tech devido aos chips de memória, a Apple está ainda mais focada em expandir o topo da gama, com uma nova leva de produtos que podem cair todos debaixo do guarda-chuva Ultra. Alguns vão mesmo usar esse nome. Outros não. Mas a lógica é a mesma… Aumentar margens.
Ou seja, mais caro e mais exclusivo. (Mais margem.)
No fundo, o Neo serve para trazer mais pessoas para dentro do ecossistema. Os Ultra servem para sacar ainda mais dinheiro a quem já lá está.
O iPhone Fold pode ser o verdadeiro “Ultra”?
Entre os produtos mais falados está o futuro iPhone Fold, que pode muito bem ser o primeiro iPhone verdadeiramente Ultra sem sequer precisar desse nome.
Estamos a falar de um smartphone dobrável que deverá ultrapassar os 2000 euros, com um ecrã interior gigante, sensores no ecrã, novas tecnologias de painel e uma dobradiça redesenhada para reduzir ao máximo a marca no centro.
Ou seja, não é apenas um novo iPhone. É um iPhone feito para lançar sombra ao resto da gama toda.
Vamos ver um iPhone Ultra?
Tudo indica que não. Mas, tendo em conta que tudo está a aumentar de preço, e a Apple não quer meter o Pro Max acima dos 1499€. É possível que sim. Talvez um iPhone mais premium, mas não necessariamente mais poderoso.
AirPods, MacBook e iPad também podem subir de nível
Outro rumor interessante aponta para novos AirPods com sensores óticos ou câmaras pensadas para alimentar funcionalidades de inteligência artificial. Sim, parece estranho. E sim, também parece uma daquelas ideias que toda a gente vai chamar de gimmick até a Apple a meter a funcionar de forma minimamente convincente.
Se chegarem ao mercado, deverão posicionar-se acima dos atuais AirPods Pro.
Depois temos os próximos MacBook Pro, que podem receber ecrãs OLED com toque, algo que inevitavelmente vai fazer subir os preços. Há até quem acredite que a Apple possa criar um nível acima do Pro para estas máquinas.
Além disso, também se fala num iPad dobrável OLED, outro produto que cheira a nicho caro, mas que encaixa perfeitamente nesta estratégia.
A Apple domina a escada de preços como ninguém!
A empresa tornou-se mestre em construir uma escada de preços onde quase toda a gente começa a olhar para um produto “acessível”, mas acaba a subir degraus até gastar muito mais do que planeava.
É aqui que a marca continua a ser brilhante.
Tem um produto de entrada para puxar gente para dentro. Depois tem uma gama inteira de modelos, chips, tamanhos e extras para te fazer pensar que, se já estás a gastar isto, então talvez faça sentido gastar só mais um bocadinho.
E pronto. Quando dás por ti, foste comprar um Neo e estás a olhar para um Air.
O Neo abre a porta. O Ultra é onde está o dinheiro
No fim do dia, é isto.
A Apple percebeu que precisa de ter produtos mais baratos para continuar a crescer em certos mercados. Mas também sabe que o verdadeiro lucro continua a estar no topo.
Por isso, o MacBook Neo faz todo o sentido. Mas não passa disso mesmo. Uma porta de entrada.
O verdadeiro plano continua a ser vender-te um produto Ultra daqui a 2 ou 3 anos, quando já estiveres demasiado confortável dentro do ecossistema para sair.










