Se tens acompanhado a Leak, já percebeste que o ano de 2026 está a ser um extremamente estranho tanato para quem produz, como também para quem compra. Com a crise das memórias e o custo dos componentes a morder as margens de lucro, as marcas são obrigadas a jogar ao xadrez ao mais alto nível.
Dito tudo isto, a Apple prepara-se para aplicar uma diferenciação brutal nos cérebros dos iPhones de próxima geração.
Afinal de contas, os últimos rumores vindos das linhas de montagem indicam que a gigante de Cupertino vai dividir as águas de forma inédita com os futuros chips A21. Ou seja, enquanto o todo-poderoso A21 Pro vai dar o salto para o processo de 2 nm melhorado da TSMC (conhecido como N2P), o A21 em versão padrão vai ficar “preso” a uma tecnologia mais antiga para salvar as margens da empresa.
Sim, leste bem. Nem o dinheiro infinito da Apple consegue travar o impacto da inflação dos componentes.
O tratamento VIP fica para os Pro, Pro Max e Ultra!
Rivais como a Qualcomm e a MediaTek já estão a pisar o acelerador com a tecnologia N2P da TSMC para tentar passar a perna à Apple. Pois bem, para responder à letra no próximo ano, a empresa de Tim Cook vai adotar a mesma litografia, mas apenas no chip Pro. O A21 base, destinado ao iPhone 20 padrão, deverá manter-se no processo N2 de 2 nm menos avançado.
A razão para esta rasteira interna é puramente económica. O custo das bolachas de silício (wafers) e a escassez global de memória RAM estão a espremer os lucros das tecnológicas. Isto de uma maneira nunca antes vista.
No fim do dia, os cortes têm de ser feitos em algum lado. E vamos ser honestos. Ninguém vai notar a diferença. Até porque, na verdade, a diferença prática entre o processo N2 e o N2P melhorado é de uns míseros 5% de melhoria. Leia-se “desempenho à mesma velocidade de relógio”.
Em suma, é normal que existam diferenças entre modelos Base e modelos Pro. A diferença agora vai ser maior. Mas, não é o fim do mundo.





