Depois de meses de rumores, ou na realidade anos, porque já se fala de um MacBook pensado para estudantes há muito tempo, a Apple apresentou finalmente o novo MacBook Neo. Um portátil pensado para ser mais acessível, mas ainda assim dentro do ecossistema da marca.
Dito isto, além do preço, a grande curiosidade está no coração da máquina. Ou seja, em vez de um chip da série M, este novo portátil usa o A18 Pro, o mesmo processador que equipa os iPhone 16 Pro.
Um MacBook mais barato e com cores mais divertidas
O MacBook Neo mantém o clássico corpo em alumínio que já conhecemos da Apple, mas aposta num visual mais jovem. Por isso, a marca decidiu trazer cores mais vibrantes para este modelo. Entre as opções disponíveis encontramos tons como rosa, amarelo, azul e também o tradicional prateado.
É uma estratégia que lembra bastante aquilo que a Apple fez no passado com alguns iMacs e iPhones. Porém, quase sempre com níveis de sucesso… Inconsistentes.
Ecrã de 13 polegadas com algumas limitações
O portátil chega com um ecrã Liquid Retina de 13 polegadas com resolução de 2408 × 1506 e densidade de 219 ppi. No entanto, existem algumas limitações importantes. O brilho máximo fica nos 500 nits e não existe suporte para True Tone nem para a gama de cores P3. O painel fica limitado ao padrão sRGB.
Ou seja, é um ecrã bom para uso normal, mas claramente abaixo do que encontramos nos MacBook Air ou Pro.
Chip de iPhone num portátil
A Apple decidiu apostar no A18 Pro, um processador pensado originalmente para smartphones, mais concretamente o iPhone 16 Pro.
Este chip conta com:
- CPU de 6 núcleos
- GPU de 5 núcleos
- Neural Engine de 16 núcleos
Mas, se achas que o SoC do iPhone é mau para portáteis, estás muito enganado. Isto, na prática, deve garantir desempenho suficiente para tarefas do dia a dia, navegação, estudo ou trabalho leve.
Claro que não é uma máquina para jogar ou editar. Mas… Isso já seria óbvio.
Alguns cortes para baixar o preço
Para chegar a um preço mais baixo, a Apple teve de fazer alguns cortes. O MacBook Neo tem apenas duas portas USB-C e não existe suporte para Thunderbolt. Também só é possível ligar um monitor externo até 4K a 60 Hz.
Existem ainda outras limitações curiosas. O teclado não tem retroiluminação e não existe carregamento rápido.
A memória também é limitada a 8 GB de RAM, enquanto o armazenamento começa nos 256 GB e pode ir até aos 512 GB.
Bateria para um dia de trabalho
A bateria integrada tem 36.5 Wh e, segundo a Apple, permite até 11 horas de navegação na web ou cerca de 16 horas de reprodução de vídeo.
O portátil vem acompanhado por um carregador USB-C de 20 W.
Preço começa nos 699 euros em Portugal
Nos Estados Unidos, o MacBook Neo chega com preço inicial de 600 dólares para a versão com 256 GB de armazenamento. Em Portugal, esse preço sobe para os 699€.
Ainda não existe data oficial para lançamento em alguns mercados, mas podes reservar aqui.
Um MacBook para quem nunca teve um Mac?
O MacBook Neo não tenta competir com o MacBook Air ou com os modelos Pro. Até porque isso seria muito complicado. O MacBook Air, agora renovado com o SoC M5, é o melhor portátil que alguém pode comprar à volta dos 1000€.
É exatamente por isso que o MacBook Neo aparece a 700€. Tem de ser barato o suficiente para se afastar do Air. Mas também não pode ser muito mais barato, porque continua a ser um MacBook.
É acima de tudo uma porta de entrada para o ecossistema Apple.









