Há coisas na indústria da tecnologia que roçam o absurdo absoluto. Durante anos a fio, habituámo-nos a ver a Samsung ser a rainha incontestada dos ecrãs OLED, que é. A gigante Sul-Coreana é a melhor do mercado a desenvolver e a produzir ecrãs OLED. Aliás, não é por acaso que continua a ser a fornecedora principal da Apple, e é a única a conseguir fornecer ecrãs para o novo iPhone Duo.
Mas, nos últimos três anos, aconteceu uma coisa estranha. A divisão de ecrãs da Samsung andou a vender os seus melhores painéis de última geração à concorrência direta, como à Apple Pro e à Google, enquanto os seus próprios telemóveis Galaxy ficavam com materiais de gerações anteriores para poupar nos custos de produção.
Os ecrãs continuavam a ser incríveis. Mas, não eram o “último grito”. Isso vai mudar com os novos Galaxy S27.
O melhor material do mundo vai para os modelos Pro e Ultra!

Portanto, ao fim de três gerações presas aos mesmos conjuntos de compostos químicos, os novos Galaxy S27 Pro e Galaxy S27 Ultra vão finalmente estrear a matriz OLED M16 da Samsung Display. Ou seja, a Samsung volta finalmente a montar no seu próprio hardware topo de gama o melhor que as suas fábricas conseguem produzir.
Isto é importante, porque não é apenas paleio técnico para encher folhetos de marketing. A passagem para o substrato M16 traz melhorias palpáveis que o utilizador nota no primeiro minuto de utilização:
- Mais brilho e menos consumo: Um salto brutal no brilho de pico sob luz solar direta sem transformar a bateria num forno, graças à muito maior eficiência energética dos díodos orgânicos.
- Filtro COE integrado: A adoção de filtros de cor diretamente no encapsulamento reduz a espessura do painel e melhora o contraste preto absoluto.
- Filtro de privacidade eletrónico nativo: Uma novidade de peso que vai permitir bloquear eletronicamente os ângulos de visão laterais com um toque. Acabaram-se as películas manhosas de plástico escuro que destroem a qualidade do ecrã só para impedir o vizinho do lado de cuscar as tuas mensagens no metro.
O truque para te empurrar para o modelo mais caro!
Mas como a Samsung não dá ponto sem nó, nem todos os aparelhos vão receber o mesmo tratamento de luxo.
- Galaxy S27 (6,27″) e Galaxy S27+ (6,66″): Dizem adeus ao velhinho substrato M13 de há três anos e sobem para o M14 OLED (o painel que equipava o S26 Ultra). É uma melhoria clara, sim senhor, mas sabe a pouco num telemóvel que vai custar mais de 1000 euros.
- Galaxy S27 Pro (6,47″) e Galaxy S27 Ultra (6,89″): Ficam com a exclusividade do novo M16 OLED, dos filtros COE e do sistema de privacidade embutido.
Esta mesma tecnologia M16 deverá mais tarde transitar para os dobráveis da segunda metade do ano, nomeadamente os Galaxy Z Fold 9 e Flip 9, acabando de vez com o ciclo de reciclagem de ecrãs que tanta azia provocou aos entusiastas da marca.
Já não era sem tempo.






