Another Code: Recollection (Análise Switch)

Another Code: Recollection – É sempre bom para a industria do gaming quando uma empresa que é dona de tantos IPs decide fazer bons remakes que preservam a “nossa” história.

Foi o caso da Nintendo quando esta decidiu colocar a Arc System Studios encarregue de trazer o Another Code (também conhecido como Trace Memory) e a sua sequela, Another Code: R (que até então nunca tinha saído do Japão).

É certo que este género de jogos (puzzle/point and click) têm caído um pouco no que toca à popularidade nos últimos anos, havendo um foco muito maior em ação e libertação rápida de dopamina.

Mas… será que dando um toque mais moderno para a geração atual de consolas vai conseguir reacender o interesse neste nicho?

Vamos descobrir com esta análise.

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Another Code: Recollection (Análise Switch)

Gameplay

Another Code trata-se de uma fusão entre um puzzle game e um walking simulator, passo a explicar.

O gameplay em Another Code resume-se a colecionar items chave ou a resolver puzzles ambientais para avançar a aventura e a assistir a (muito) diálogo.

Não me interprete mal, isto não é uma crítica, pelo contrário, para quem gosta de jogos com o foco em histórias mais pessoais, Another Code apresenta uma história de mistério que vale a pena explorar. Simplesmente quero chamar a atenção para o facto de não ser um jogo rápido nem cheio de ação, sendo que o foco é mesmo em puxar pela cabeça para resolver puzzles que muitas vezes necessitam que o leitor preste muita atenção e puxe pela “carola”.

Ao contrário da versão original na DS que o movimento se realizava com uma vista top down, esta versão é jogada na terceira pessoa. No entanto temos sempre connosco uma consola misteriosa chamada DAS (Dual Another System… e que se tornou impossível para mim ler de outra forma que não fosse DASS) que podemos utilizar para várias funções, entre elas:

  • Olhar em primeira pessoa/tirar fotografias
  • Ver os perfis e informação das pessoas que vamos conhecendo na nossa aventura
  • Ver o mapa da zona em que nos encontramos.

Sem dúvida que para a maioria dos puzzles é muito importante mudar de perspetiva e até ir tirando umas fotos para nos facilitar o trabalho em certas secções e evitar estarmos sempre a correr de um lado para o outro quando nos esquecemos de algum pormenor.

História

A história começa com a introdução da nossa personagem principal, a adolescente Ashley Robins. Perto do seu aniversário, Ashley recebe uma carta do seu pai que estava desaparecido desde a morte da sua mãe em criança. Nesta carta está um convite para Ashley ir passar os anos a uma ilha chamada Blood Edward (um nome que não é muito convidativo) onde se iriam finalmente reencontrar e celebrar a ocasião especial.

Ashley, sendo apenas uma adolescente, embarca nesta viagem acompanhada da sua tia (irmã mais nova do seu pai desaparecido) que parece saber mais sobre a situação do que aquilo que conta.

Escusado será dizer que quando chegam à ilha, tudo dá para o torto. Não só o seu pai falha o encontro, como a sua tia rapidamente desaparece sob circunstâncias alarmantes.

Cabe a Ashley resolver todo este mistério e desvendar de uma vez por todas os segredos da sua família.

Gráficos e Performance

Neste departamento os fãs do Another Code original podem esperar um grande upgrade! Este jogo é sem dúvida tanto um remaster como um remake, com isto quero dizer que não só os gráficos estão muito superiores à versão original da DS, mas toda a experiência é muito mais current gen.

A Nintendo escolheu claramente adotar o estilo visual que tem sido o seu “ganha pão” nesta geração atual da Switch, principalmente dos jogos Pokémon mais recentes ( com Sword e Shield a serem o melhor exemplo).

Continuamos num registo maioritariamente de “point and click”, mas mais disfarçado devido à câmara na terceira pessoa e à utilização do DAS.

Relativamente à performance, esta é o esperado de uma consola com a idade da Switch. Com isto quero dizer que é um jogo trancado a 30 FPS, que apesar de na minha opinião já ser um formato há muito ultrapassado.

No entanto posso dizer que neste caso em específico não é uma situação tão grave, isto porque a Switch consegue manter os 30FPS de forma bastante estável e tratando-se de um jogo Puzzle com o ênfase na história não há tanta necessidade de FPS altos.

Conclusão

Posso concluir dizendo que Another Code: Recollection é, sem dúvida, um upgrade gigantesco comparativamente aos lançamentos originais. Com um gameplay mais atual, apelativo a esta nova geração de jogadores e mantendo a sua história altamente interessante da autora Lauret Savoy. Em suma, é um jogo Puzzle que consegue cativar bem os fãs do género.

Só me posso mesmo queixar do preço.

Penso que 59.99€ é um pouco alto para o que está aqui em oferta. Que apesar de bom, não deixa de ser um remake/remaster de um género de jogo que não tem muito potencial para mais que uma playthrough.

Definitivamente não é um jogo para qualquer um. Ainda assim, se o conceito lhe parece interessante, deixo a minha recomendação. Isto mesmo para quem já jogou o original em 2005 e quer reviver a história com visuais atualizados.

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Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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