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(Análise) Yakuza Like a Dragon: Uma lufada de ar fresco! (PS4)

(Análise) Yakuza Like a Dragon: Este estranho ano de 2020 não podia acabar sem mais um lançamento da SEGA! Neste caso trata-se da mais recente adição à série Yakuza que caso não saiba teve a sua origem em 2005-2006 na PS2.

Contudo, ao contrário dos últimos sete jogos da saga, este trata-se de um reboot, tanto a nível de protagonista como de mecânicas. Esta última alteração é especialmente importante pois Yakuza passou de um Beat’em up a um J-RPG! Será que esta nova combinação funciona para Yakuza Like a Dragon? Vamos descobrir com esta análise.



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História

Sendo um reboot, este jogo viu o antigo protagonista principal, Kiryu, a passar a tocha a Ichiban.

Dito isto, desde cedo conseguimos simpatizar com Ichi, com sua maneira de ser e com as suas origens. Afinal, estamos a falar de um órfão criado numa Bath House em Kamurocho (cidade ficcional no Japão), que entretanto se encontra mais tarde envolvido com uma das famílias mais influente da Yakuza, para quem começa a trabalhar.

É de salientar no entanto que existem opções de diálogo ao longo do jogo que podem até certo ponto alterar a personalidade de Ichiban, tudo depende das escolhias que fazemos.

Assim, um trabalho leva a outro até que Ichiban é forçado a assumir as culpas por um homicídio que não cometeu e é preso como consequência. Catorze anos depois, já em liberdade, é a sua missão (e de um grupo de amigos) descobrir o motivo que levou a sua família dentro da Yakuza a traí-lo desta forma. E claro está, à boa maneira desta saga, o tom pode ir de 8 a 80 em menos de um segundo! Existindo momentos de levidade que só nos fazem rir, seguido de momentos sérios ou em que se abordam tópicos bastante pesados.

Gameplay

Entramos agora na maior alteração presente neste reboot, mas mecânicas de jogo!

Afinal, trata-se agora de um Turn Based J-RPJ, onde o gameplay é dividido em duas partes, exploração da cidade e combate. Entretanto, no que toca à exploração, não existe falta de mini-games e missões paralelas para nos mantermos entretidos quando nos apetece fazer uma pausa da história principal.

Curiosamente, até podemos tentar a nossa sorte nos casinos a jogar Slot Machines ou então fazer uma à Inception e ir a uma arcade jogar alguns dos clássicos da SEGA disponíveis em Like a Dragon (Virtua Fighter, Fantasy Zone, entre outros). Temos também lojas de conveniência onde podemos comprar supplies (restaurar HP, MP, etc…), entre outras atividades.

Relativamente ao combate, este realiza-se por turnos como os clássicos J-RPGs. Temos direito a uma Party em que cada membro tem a sua própria profissão (as classes deste jogo). Assim como Stats e habilidades especiais que têm de ser tomados em conta para criar uma Party eficiente. Temos de saber quando nos compensa usar o nosso turno e o de cada personagem para gastar MP lançando habilidades especiais, quando devemos usar um item, quando devemos realizar um ataque normal ou simplesmente levantar a guarda para levar menos dano no próximo turno.

Conclusão

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Yakuza Like a Dragon acabou por ser uma boa surpresa, a fusão do mundo Yakuza com mecânicas de J-RPG funcionou, na minha opinião, na perfeição. A forma hilariante como os developers conseguiram adaptar as classes (Mago, Tanque, DPS, etc…) já estabelecidas neste tipo de jogos para um setting moderno e minimamente baseado na realidade está muito bem conseguida. Assim como a história que nos prende à cadeira desde a introdução. Aconselho este jogo a qualquer fã de Open World J-RPGs. No entanto recomendo caução a antigos fãs desta série, devem entrar neste jogo com uma mente aberta e preparados para uma nova experiência.


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Gonçalo Henriques
Lembro-me de ser miúdo e passar os meus dias a jogar NES/PS1, acho que até aí já sabia que iria ser gamer para o resto da vida. Agora quero partilhar este meu interesse com todos os que estejam interessados em ouvir um geek a falar da sua paixão.

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