Análise Styx: Shards of Darkness


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Styx: Shards of Darkness é uma sequela directa do primeiro Styx: Master of Darkness. Seria de esperar que existisse uma evolução neste novo título da Cyanide. E a verdade é que, a todos os níveis, existiu. Contudo, se não gostarem de jogos onde a jogabilidade funciona apenas num sentido (neste caso, a ser stealth), então mais vale procurarem noutro local.

O mundo do nosso Styx, um pequeno goblin ladrão com a mania de quebrar a quarta parede, é bastante diverso. Consegue-se perceber as diversas referências dos grandes autores de fantasia. E seria bastante imersivo. Se Styx não estivesse constantemente a mandar piadas directamente para o jogador.

Muitas das vezes estas interacções poderiam até ser engraçadas. Uma das inúmeras piadas que Styx lança no ecrã de Game Over refere que quer uma percentagem de tudo o que ganharmos com os vídeos das “melhores mortes de goblins”. O problema, é que surgem demasiadas vezes. Torna-se forçado e leva-nos para fora da experiência de Styx: Shards of Darkness.

Até porque, num mundo onde a grande maioria das personagens apresenta sotaque britânico, estranha-se o claro discurso americano de Styx. Esta questão torna-se cada vez mais incomodativa à medida que a narrativa se vai desenvolvendo. Principalmente porque a única personagem minimamente desenvolvida é Styx e portanto, as restantes personagens são arrastadas para baixo.

O mundo de Styx tem bastante detalhe e é fácil querer saber-se mais sobre as relações entre as diversas forças políticas dentro do jogo. São nove missões que se passam, tranquilamente, em 15 horas. Porém, para os mais exploradores, a Cyanide encheu os níveis com imenso detalhe, inúmeras possibilidades e esconderijos com que Styx poderá interagir.
A construção dos níveis e a jogabilidade stealth são mesmo o ponto principal de Styx: Shards of Darkness. É fácil ficarmos com vontade de repetir as missões para tentarmos uma estratégia diferente. Isto porque Styx possui um manancial enorme de ferramentas e habilidades que o ajudam a alcançar os objectivos. Podemos construir armas que nos ajudam a livrar de obstáculos, criar clones e envenenar comida, tornarmo-nos invisíveis – de forma que nunca soa a gratuito.
Para conseguirmos desbloquear todas estas ferramentas precisamos de encontrar vários itens raros nos níveis. Não se iludam: vêm em muita pouca quantidade, portanto terão que tomar decisões sobre a gestão das vossas armas. Styx está sempre armado com um punhal, o vosso melhor amigo para despachar inimigos pelas costas. Sim – não o tentem fazer num combate normal, porque o mais provável é morrerem. Styx: Shards of Darkness quer que joguem sempre nas sombras e portanto, torna-se bastante difícil vencer até o mais amador dos guardas.
Apesar da diversidade e da qualidade das partes stealth, volta e meia torna-se necessário saltar algumas plataformas. E Deus, Styx não tem jeito nenhum para isso. A mecânica sente-se de forma bastante rudimentar, tornando-se comum falhar o objectivo não por falha nossa, mas porque o salto não é natural o suficiente para que o consigamos controlar na perfeição.
Existem várias conquistas que podem desbloquear, consoante diversos pontos em cada missão: se mataram ou não guardas, se foram detectados, quanto tempo demoraram a chegar ao fim. É uma adição bem-vinda, que leva os coleccionastes a explorarem cada ponto de Styx: Shards of Darkness para conseguirem desbloquear todas as medalhas.
Por outro lado, a dado momento vão perceber que estão a repetir níveis e ecrãs, que apenas se diferenciam porque encontramos inimigos mais fortes – ou porque possuem armaduras, ou porque nos conseguem detectar através do olfacto. Nem nestes momentos Styx se torna demasiado difícil.

Em suma, Styx: Shards of Darkness é um bom título para um fim-de-semana, caso sejam apreciadores do género stealth. Vão divertir-se imenso com o mundo detalhado, provavelmente sorrir uma vez ou outra com as piadolas de Styx e esfregar as mãos de contentamento com o grande número de métodos e estratégias para completar as missões.

Porém, caso não pertençam a este grupo restrito e estejam à espera duma experiência mais globalmente aceite, à imagem de Metal Gear Solid, esqueçam. Styx: Shards of Darkness não é para vocês e provavelmente aborrecer-vos-á de morte a partir da 5ª ou 6ª hora de jogo.

Este jogo foi testado num ROG G20CB, gentilmente cedido pela ASUS

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