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(Análise) Disintegration: Estratégia na primeira pessoa?

(Análise) Disintegration: Como muito boa gente, cresci a jogar muitos e bons títulos RTS (Real Time Strategy) no PC, nomeadamente Command and Conquer e Starcraft. Contudo, infelizmente nas últimas décadas, o interesse por parte dos developers em criar RTS de qualidade tem inegavelmente vindo a diminuir, com a prioridade a cair nos géneros FPS e RPG.

Dito tudo isto, entra agora em cena a V1 Interactive com o seu novo Disintegration, que segundo algumas entrevistas, iniciou a sua “vida” como um RTS puro, alterando-se depois para um híbrido RTS/FPS situado num futuro distópico.

Será que Disintegration vai ajudar os fãs de RTS a reviver os dias de glória e ao mesmo tempo introduzir algo novo com os seus elementos FPS? Vamos descobrir nesta análise.



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O melhor amigo do jogador, o Gravycicle

(Análise) Disintegration

Antes de mais nada, tendo jogado no PC e como faço sempre quando é este o caso, irei também falar um pouco das opções disponíveis a nível de áudio, gráficos e de mapeamento de teclas. Afinal de contas, apesar de ser verdade que o PC é quase sempre o rei da personalização, nem todos os jogos seguem essa ‘regra’.

Áudio

  • Temos sliders diferentes para dialogo/SFX/música, assim como um slider mestre. Temos também uma função importantíssima para qualquer jogo com componente online, o Push to Talk.

Mapeamento de teclas

  • No que toca à utilização de comando, temos dois presets disponíveis, assim como a muito útil inversão dos X/Y axis. Entretanto, usando um Teclado e Rato podemos mapear as teclas para aquilo que nos der mais jeito.

Gráficos

  • A nível gráfico, é o que se pode esperar de um jogo para o PC em 2020. Temos resolução, taxa de atualização, V-sync, AA, um slider específico para renderizar a folhagem e até um contador de FPS e Ping. A única omissão, que infelizmente é comum, é o FOV slider.

Performance/gráficos

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Na minha máquina atual (GeForce GTX 1080 + Ryzen 5 3600), com a resolução 2K e monitor capaz de chegar aos 144Hz, consegui que o jogo corresse a uns estáveis 120~130 FPS em zonas mais calmas. No entanto, quando entramos numa missão e começa a acção, notamos uma imediata queda na performance, visto que os FPS baixam para os 70~80.

Isto é sem grandes dúvidas devido à altitude em que nos encontramos durante grande parte do jogo, de forma a uma boa noção do mapa. Afinal de contas, para comandar a nossa equipa queremos ter sempre uma grande porção do mapa visível (tornando o jogo mais pesado, pois tem de renderizar constantemente grandes porções do terreno, bem como as posições dos aliados/inimigos em tempo real).

Relativamente aos gráficos e texturas, estes parecem ser aceitáveis até nos aproximarmos realmente dos objetos, onde podemos verificar algumas situações de baixa resolução. No entanto, devido à própria natureza do jogo, isto não é algo que aconteça com grande tipo de frequência, pois o facto de usarmos o Gravcycle faz com que o combate seja à distância, por isso, na maioria dos casos não há sequer necessidade de usar cover. Dito isto, o sítio onde podemos verificar uma atenção maior às texturas é entre as missões durante o downtime, o que é indispensável pois andamos a pé e interagimos com outros NPC em ambientes maioritariamente fechados.

História

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A história do Disintegration passa-se num futuro distópico onde doenças e a própria natureza frágil do ser humano levou ao início da prática de Integration (integração).

Caso não saiba o que é isto, esta prática consiste na transplantação do cérebro de um indivíduo para um corpo robótico. Dito isto, jogamos na pele de… bem, no aço do piloto Romer Shoal, que ao comando de um Gravcycle se junta a uma equipa de outros Integrados rebeldes durante uma campanha que dura sensivelmente 12~15 horas.

Jogabilidade

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O jogo consiste em pilotar o nosso Gravcycle enquanto navegamos o mapa e damos ordens de ataque/recolha de recursos à nossa equipa. Aqui estão uns exemplos de habilidades ao nosso dispor sem ir demasiado a fundo para evitar spoilers:

Gravcycle:

  • Atacar
  • Curar-se a si e ao resto da equipa
  • Voar e alterar a sua altitude consoante seja necessário
  • Comandar os restantes membros da equipa, escolhendo onde e quando usam as suas habilidades especiais

Como referi anteriormente, a grande diferença deste jogo híbrido para um RTS puro é precisamente a jogabilidade FPS! Ou seja, o facto de conseguirmos atacar inimigos diretamente e sermos nós mesmos um unit com vida limitada.

Existem também challenges (objetivos especiais) que podemos completar dentro das missões para recebermos recompensas extra no final da mesma, ajudando a quebrar um pouco a repetividade dos objetivos principais. Estes são dados durante o downtime entra cada missão por diversos NPCs com quem podemos interagir.

Multiplayer

Tirando a adição de algumas armas novas e habilidades para os restantes membros da equipa, a jogabilidade não difere praticamente em nada do modo single-player. Assim, o mesmo que fazíamos na campanha é transferido sem cerimónias para o modo multi-jogador. Onde podemos encontrar três modos de jogo diferentes:

  • Zone Control (um modo “domination”)
  • Collector (temos de recolher o “cérebro” dos inimigos que derrotamos)
  • Retrieval (um modo “capture the flag”)

Como podem verificar os modos em si também não são inovadores, não tirando partido da porção RTS da jogabilidade. Em suma, jogamos contra outros jogadores ao comando dos seus próprios Gravcycles e equipa de NPCs.

Compras dentro do jogo? Porquê!?

Para mim é necessário referir que existe uma loja in-game que vende uma moeda premium usada para comprar cosméticos e emotes, num jogo que não é free-to-play, nem tem um preço mais em conta.

Infelizmente, já lá vai o tempo em que itens cosméticos para armas eram desbloqueados através de paciência e perícia. Nunca me vou esquecer da sensação de usar a minha Dragunov dourada pela primeira vez no CoD 4: Modern Warfare. Mas hey… Há sempre hipótese de corrigir isto para uma possível sequela V1 Interactive!

Conclusão

Na minha opinião, Disintegration é um jogo bom para se aproveitar em curtas sessões, pois apesar de ser interessante e até diferente, torna-se rapidamente repetitivo.

A jogabilidade como FPS é satisfatória, o Gravcycle tem uma boa mobilidade, e as armas, apesar de terem pouco impacto, são também elas satisfatórias. Entretanto, os elementos RTS, apesar de também serem simples, trazem uma nova dimensão estratégica a este jogo, algo que poderá diferenciar os bons jogadores dos maus, visto que  saber quando utilizar as habilidades de cada membro da equipa e priorizar a ordem em que estes atacam os inimigos pode fazer toda a diferença.

Em suma, se gostam de FPS (porque sem dúvida é o feel principal deste jogo) com elementos de estratégia e team command, é um jogo a experimentar.


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Gonçalo Henriques
Lembro-me de ser miúdo e passar os meus dias a jogar NES/PS1, acho que até aí já sabia que iria ser gamer para o resto da vida. Agora quero partilhar este meu interesse com todos os que estejam interessados em ouvir um geek a falar da sua paixão.

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