Análise Days Gone: Será apenas mais um jogo de Zombies?

Análise Days Gone

Análise Days Gone – Como deve saber, a PlayStation 4 lidera o mercado de consolas domésticas sem grandes dificuldades! Mas em boa verdade, apesar da Microsoft ter cometido alguns erros aquando do lançamento da sua Xbox One… Na realidade, muito do seu sucesso se deve à qualidade dos jogos exclusivos das consolas Sony.

Afinal de contas, neste lote, podemos encontrar títulos como God of War, Last of Us, Horizon Zero Dawn, Spider-Man, Grand Turismo, entre muitos outros… Todos os jogadores adoram um bom clássico, no entanto, desta vez a Sony resolveu trazer um novo IP para cima da mesa, na forma de Days Gone! (Nossas primeiras impressões aqui.)



Portanto, Days Gone é no fundo, um jogo de sobrevivência, que se passa num mundo pós-apocalíptico! Como qualquer outro jogo de Zombies… Mas será que é mais do mesmo?

Provavelmente já está a pensar que é algo baseado em Walking Dead, e talvez até tenha alguma inspiração vinda da famosa série, mas a verdade… É que no fundo, este tipo de jogo, aliás, todo este tema de ‘zombies’, é carne mastigada, e a maioria dos jogadores quer algo de novo nas suas vidas, e na minha opinião, o estúdio por detrás do jogo (Bend Studios), teve isto mesmo em conta.

Análise Days Gone – A história e protagonista de Days Gone

Quando começar o jogo, irá vestir a pele de um motoqueiro de seu nome ‘Deacon St. John’, um velho fora da lei, que está neste momento a fazer o tudo por tudo, para sobreviver em Oregon! Que infelizmente, foi completamente invadida e dizimada por monstros canibais, que normalmente são conhecidos como ‘Freaks’.

Sim, Freaks! Não são zombies! Apesar de agirem tal e qual como os tradicionais Mortos-Vivos…

Para perceber um pouco, daquilo que afinal se está a passar do jogo, precisa de saber que antes de pegar em ‘Deacon’, passaram-se dois anos, em que uma doença misteriosa transformou a maioria da humanidade em imundos ‘Freakers’.

E devido a essa doença, os últimos humanos vivem escondidos, numa guerra contra os Freakers, e claro, contra outros humanos.

Assim, é neste ambiente em que nos encontramos, se bem, que podemos contar com a ajuda de Boozer! Um amigo de longa data de Deacon (ou Deek, como por vezes é chamado).

Deacon e Boozer são no fundo, dois bons amigos, que antigamente faziam parte de um gang de motards (Mongrel’s). Mas que agora apenas usam as suas motas, para encontrar a próxima refeição quente, peças para as suas motas ou apenas balas para as suas armas.

Ainda assim, no meio de tudo isto, Deacon vive uma preocupação constante… Com a morte da sua mulher a pesar-lhe na consciência

(‘Supostamente’, Sarah morreu quando o vírus começou a ceifar as suas primeiras vítimas)

Em suma, Deacon no início da aventura parece alguém que apenas se preocupa consigo mesmo e com o seu amigo. Contudo, com o desenrolar dos mais variados eventos, assistimos a uma evolução bastante interessante da personagem. Tornando-se numa pessoa mais bondosa e preocupada com o que se passa à sua volta. (Isto enquanto continua na dúvida, se a mulher está ou não viva)

Análise Days Gone – Rumo à aventura num mapa aberto!

Análise Days Gone

Enquanto estiver a explorar o mapa em Days Gone, irá encontrar uma grande variedade de inimigos, onde claro está, podemos incluir os Freakers.

Mas também podemos incluir os Newts, que apesar de serem menos perigosos… São mais aterradores, visto serem no fundo, crianças ‘zombies’ mutantes… Difícil explicar, mas acho-os mais desconcertantes, que os próprios freakers.

O grande perigo deste jogo, é quando leva com um autêntico arrastão de Freakers em cima!

É verdade que não são um inimigo super inteligente, ou difícil de derrotar… Mas irá ficar em dificuldades extremas, se os seus números aumentarem significativamente. (O que irá acontecer)

Dentro dos ‘Freakers’, encontramos umas espécie de sub-raças, primeiramente os Breakers, que precisam de ser atingidos, por quantidades inacreditáveis de balas, para morrerem de uma vez por todas. E os Screamers, que como o nome indica, vão começar a gritar como se não houvesse amanhã, para tentar chamar o resto da horda.

Como se estes inimigos não fossem suficientes, por vezes ainda irá encontrar um ou outro Rager, bem como um Urso Freaker, com arame farpado à sua volta!

Em suma, a sobrevivência não é fácil neste mundo! Afinal de contas, todas as suas skills irão ser postas à prova.

Análise Days Gone – O Combate

O combate em jogo não é difícil, sendo bastante satisfatório quando matamos uma boa sucessão de Freakers, com um misto de ‘stealth’ e as mais variadas armas disponíveis. (Temos caçadeiras, Bestas, Facas e até metralhadoras)

Além das armas, poderá tirar partido do sistema de crafting, onde irá conseguir criar cocktails Molotov ou pensos para se safar, se estiver com pouca vida. Utilizando os vários materiais disponíveis no mapa.

Matar Freakers não é tudo!

Se por acaso não lhe apetecer matar zombie… Oops, Freakers, tem um vasto mundo aberto para explorar! De modo a descobrir vários pedaços de história da vida de Deacon, bem como de outras personagens.

Claro que Deacon e Boozer têm a sua própria narrativa! Mas pelo caminho, poderá experienciar várias outras histórias, o que sem dúvida, da a sensação de um mundo aberto e vivo!

Existe uma grande variedade de sobreviventes à procura de ajuda, e nada melhor que um motoqueiro renegado, para cumprir estas missões. Por isso, não só irá ajudar vários NPCs a ir de A para B, utilizando a sua mota. Como também irá cumprir várias missões, que não só irão ajudar Deacon a crescer, como irá tornar toda a comunidade mais segura e confiante.

Além de tudo isto, ainda tem a sua fiel mota! Que poderá personalizar e melhorar ao longo de todo o jogo. Aliás, a mota é no fundo, a menina dos olhos de ‘Deacon’, quase como uma substituta da própria mulher.

Dito isto, à medida que vai desbloqueando a história de Deacon, vai começar a entrar em vários ‘Flashbacks’ do seu passado, onde claro, irá conhecer Sarah, antes da propagação do vírus. (O que apesar de ser interessante, acaba por ‘matar’ um pouco a acção do jogo)

Ademais, existem muitas razões para continuar agarrado ao ecrã, enquanto vive o presente e passado de Deacon, pelos seus olhos. É que caso não saiba, tem aqui um jogo para mais de 30 horas, numa história de Zombies, que o irá agarrar como nunca pensou.

Análise Days Gone – Gráficos lindíssimos! Mas apenas 30FPS!?

Days Gone possui um nível gráfico brutal, e até um cuidado na narrativa, e voz das personagens, muito acima da média. Aliás, é fácil notar, que todas as falas, e cenas ‘cinematic’, têm um nível excelente, como os exclusivos da Sony nos têm habituado.

Em boa verdade, este tipo de atuação, e grafismo, faz-nos acreditar nos laços criados, e até em todos as emoções que Deacon por vezes sente. Afinal, é por demais, notória, a raiva que a personagem sente, enquanto mata os primeiros Freakers. (Quase como se fosse uma vingança pessoal.)

Days Gone

O que sem dúvida aumenta o nível de realismo, e vivência de toda a história!

A nível gráfico, é um jogo que nos faz questionar, que tipo de qualidade, iremos receber com a PS5! Se com a atual consola, já conseguimos chegar a este nível de detalhe.

No entanto, o ‘lock’ nos 30FPS acaba por ser uma desilusão…

Quando testei o jogo pela primeira vez, cerca de 1/2 meses antes do seu lançamento. Não achei muita piada à falta de fluidez do gameplay. Ainda assim, pensei que fosse por estar a jogar numa PS4 Slim ou PS4 ‘Normal’, e que a versão do jogo para a PS4 Pro, iria oferecer os tão gloriosos 60 FPS.

Mas não, o estúdio decidiu ‘trancar’ os FPS, para apostar um pouco mais na qualidade gráfica… O que pode fazer todo o sentido para os responsáveis pelo jogo, mas que na minha opinião, acaba por ser uma facada num jogo que tem tanto de bom.

Conclusão: Days Gone poderia ser mais um jogo de Zombies… Mas não é!

Portanto, temos aqui uma aventura bem conseguida. Que não só nos traz gozo na matança, como também nos rouba a atenção, para uma narrativa dinâmica e bem feita.

É verdade que pega em tudo o que são as bases de um jogo de Zombies… Mas consegue ser excelente, em todas estas vertentes.

Em suma, apesar de não ser uma história super original. Ou de não ser um exclusivo PlayStation, que irá vender consolas por si só. (Como é God of War, ou Spider-Man.)

É acima de tudo, um excelente jogo, numa altura, em que os lançamentos deverão começar a ser mais escassos, para a consola da Sony.

Saiba mais sobre o jogo aqui.


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