(Análise) Bleeding Edge: Boa surpresa! A diversão está garantida!

A Microsoft anda a apostar forte e feio nos videojogos, prova disso tem sido as muitas revelações acerca da sua consola de nova geração (Xbox Series X), bem como o lançamento de Ori and the Will of the Wisps há algumas semanas atrás. Mas mais recentemente, tivemos também o lançamento de Bleeding Edge na passada terça feira (24)! Um título disponível para PC e Xbox One, mas também Xbox Game Pass para ambas as plataformas.

Estamos a falar de um novo jogo do reputado estúdio Ninja Theory, que até já foi responsável por um dos exclusivos mais sonantes da Sony PlayStation 3, Heavenly Sword. Mas também pelo desapontante multi-plataforma DmC: Devil May Cry. Mas esquecendo tudo isto, como é que Bleeding Edge se safa?



(Análise) Bleeding Edge: Uma mistura de League of Legends com Overwatch

Introdução

Portanto, logo à primeira vista, Bleeding Edge faz-me lembrar League of Legends, um jogo que me acompanha há muitos anos… Ao fim ao cabo, estamos a falar de um título completamente focado no combate, ao mesmo tempo que mistura várias personagens diferentes, com habilidades diferentes, numa arena que tem de ser ultrapassada em equipa caso queira mesmo ganhar. Aliás, até temos classes específicas, DPS, Suporte e Tank, (e um tutorial muito bem conseguido) para que toda a gente saiba bem o que de fazer no mapa.

Assim, temos personagens focadas no dano que servem apenas para ‘assassinar’ outras personagens, outras que servem para eliminar os tanks, enquanto outras passam o tempo a healar os colegas, e ainda outras que servem mesmo apenas e só para atrapalhar a acção da equipa adversária.

Ou seja, pode escolher a personagem que mais se adequa ao seu estilo de jogo, mas também aquilo que a sua equipa mais necessita na sua composição. (Curiosamente, poderá trocar de personagem durante cada partida)

Até agora, todas as personagens parecem estar mais ou menos bem conseguidas, não existindo chars demasiado fortes ou demasiado fracos. Mas isso é um equilíbrio muito frágil, que certamente será difícil de manter com a adição de mais e mais personagens. (Veja-se o exemplo de League of Legends, com 144 personagens diferentes!) Aliás, Bleeding Edge já tem a primeira adição planeada, na forma do golfinho Mekko (Tank), que deverá chegar ao jogo dentro de algumas semanas.

Jogabilidade

Nesta componente, fiquei desde logo muito agradado com o que encontrei no jogo. As personagens mexem-se bem, os combates são fluídos e não muito confusos. E na verdade, o sistema de combate está muito bem conseguido, e acima de tudo… Divertido!

Dito isto, Bleeding Edge resume-se à sua equipa de quatro jogadores, que terá de enfrentar uma outra equipa com a mesma exata quantidade de jogadores para cumprir objetivos pelos mapas. Por enquanto, apenas existem dois modos de jogo, Controlo de Objetivos, e Recolha de Energia.

Como deve adivinhar, caso já tenha jogado algum FPS recente, o controlo de objetivo baseia-se na captura e manutenção de pontos chave no mapa. (Irá receber pontos por controlar o objetivo ao longo do tempo, mas também por cada kill na sua defesa).

Além deste modo, temos ainda a Recolha de Energia, em que basicamente vai ter de encontrar, recolher e entregar baterias em locais chave do mapa. Assim, tem de encontrar, roubar (matar o opositor e ficar com as suas baterias), etc… Tudo no limite de tempo, para conseguir ganhar.

Conclusão

Bleeding edge

Se por acaso gosta de League of Legends, Overwatch, ou qualquer outro jogo em que seja preciso mostrar as suas ‘mecânicas’. Então vale a pena experimentar Bleeding Edge! É um jogo extremamente divertido, trazendo para cima da mesa um design de fazer encher o olho. Afinal, todas as personagens são únicas não só no seu leque de habilidades, mas também no seu tema e design. Lutar com um guitarrista punk, que faz dano aos outros jogadores enquanto desliza de joelhos pela arena? Yep! Vai acontecer.

Em suma, a diversão está garantida! No entanto, resta saber se o estúdio vai conseguir dar o suporte necessário para este jogo continuar a crescer e rivalizar com os grandes. Ao fim ao cabo, estamos a falar de uma área do mercado em que os jogos Free to Play reinam! Por isso, a custar 29€, Bleeding Edge tem muito que pedalar para conseguir agarrar os jogadores.

Nota: 8/10 -> Recomendado

Leak, Recomendado, review


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