Alugar smartphones de topo pode começar a fazer sentido?
Consegues imaginar ter um smartphone como se fosse uma subscrição à Netflix ou ao Spotify? Ou seja, o aparelho que tens no teu bolso não é mesmo teu, mas é pago todos os meses. Onde no final do contrato, trocas para outro mais recente? Sim, continua a não ser teu, mas continuas a ter um topo-de-gama no bolso. Não é isso que interessa?
Isto é uma coisa que várias lojas e fabricantes andam a tentar fazer há alguns anos, com mais ou menos sucesso. Mas, visto que sempre foi possível meter as mãos num smartphone topo-de-gama à volta dos 1000€, andar a pagar uma subscrição a mais só porque sim parecia… Bem… Parvo.
Agora? Que um smartphone topo-de-gama pode começar a tocar nos 1700€? Bem, se calhar o jogo muda de figura.
Pagar uma vida inteira por um telemóvel que nem é teu

A partir de Setembro, quando a gama iPhone 18 for uma realidade, e um iPhone 18 Pro Max de 256GB custar 1699€ (ou mais) muito boa gente vai começar a perceber que entrar numa loja para comprar um smartphone novo vai ser… Muito mais complicado. Ainda mais complicado vai ser trocar de aparelho todos os anos, ou de 2 em 2 anos.
Por isso, vamos ver muito boa gente a apostar no mundo dos usados e recondicionados, e claro, para quem gosta de gozar o “estatuto”, também a olhar para este “novo mundo” do renting de tecnologia.
Subscrições para tudo? A armadilha perfeita para esconder a inflação brutal.

Para não entrarmos em pormenores financeiros aborrecidos, a matemática é simples: quando um fabricante percebe que o consumidor comum já não tem margem no orçamento para largar 1700€ de uma assentada (ou para se endividar a 36 meses com juros no crédito pessoal), a solução passa por disfarçar o estrondo com uma mensalidade “simpática” de 40€ ou 50€ por mês.
Parece pouco no papel, mas no final do contrato pagaste uma pipa de massa, não ficaste com nenhum bem na mão e a única opção que te dão é renovar por mais dois anos para teres o modelo a seguir. É o cenário dos sonhos para as marcas, que passam a ter receitas previsíveis e garantidas, e um pesadelo para quem julga que está a fazer um bom negócio.
A questão agora é… Tu por aí, equacionas render-te ao renting de telemóveis para conseguir ter um topo-de-gama no bolso? Ou recusas-te liminarmente a pagar uma renda mensal por um aparelho que nunca vai ser teu? Partilha connosco a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







