Isto vai resolver o problema dos alimentos se estragarem!

Um estudo recente revelou que as pessoas podem gastar mais de 3000 Euros por ano em comida deitada fora. Assim o desperdício alimentar é algo a levar a sério. Produtos como a fruta e os legumes acabam muitas vezes por não se utilizar. Como tal acabem por ir parar ao lixo. No entanto há algo que vai resolver o problema dos alimentos se estragarem!

Isto vai resolver o problema dos alimentos se estragarem!

Um estudante de doutoramento da Escola de Engenharia Lyle da Southern Methodist University (SMU) encontrou uma forma de combater o problema comum do desperdício alimentar. Como? Determinando se precisa mesmo de deitar forma a sua comida ou se ainda tem algum tempo para a utilizar.

A FOX 4 revelou que o estudante de doutoramento Khengdauliu Chawang criou um sensor de pH fabricável em massa, descartável e amigo do ambiente que assinala se a sua comida se estragou ou não. Os sensores, que se parecem com pequenas fitas de plástico, funcionam como um pequeno dispositivo de identificação por radiofrequência (RFID). Entretanto podem indicar os níveis de pH de uma embalagem de alimentos com uma rápida leitura.

alimentos estragarem

Chawang explicou ao jornal da SMU como funcionam os sensores para determinar a frescura dos alimentos. Assim são capazes de detetar a concentração de iões de hidrogénio de um alimento. Ou seja, a forma como o pH é medido, através da medição da sua carga elétrica.

Todos os alimentos têm um determinado intervalo de pH ideal

Dito isto, níveis mais elevados indicam deterioração. As bactérias e os fungos desenvolvem-se nestes níveis de pH mais elevados. Assim uma alteração súbita do equilíbrio pode ser um sinal de deterioração dos alimentos. Os sensores já foram testados com sucesso em frutas, peixe, leite e outros produtos. Entretanto Chawang espera que, um dia, estes sensores possam ser integrados na logística de transporte para monitorizar a potencial deterioração.

“A necessidade de evitar o desperdício de alimentos motivou-me a pensar num dispositivo que não fosse dispendioso ou trabalhoso de desenvolver, que fosse descartável e que pudesse detetar os níveis de frescura”, afirmou Chawang.

Entretanto como os pequenos sensores são muito fáceis de replicar, os custos de produção são baixos. O Professor J.-C. Chiao, do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Lyle School, que apoiou o projeto, afirma que a criação dos sensores “é semelhante à impressão de jornais. O processamento não requer equipamento dispendioso.

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Bruno Fonseca
Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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