Como se a crise de componentes não bastasse. A Microsoft decidiu que aumentar as licenças do Windows era uma ideia.
Se tens estado atento às notícias do mundo da tecnologia, já deves ter percebido que comprar um portátil ou montar um computador novo em 2026 se tornou num verdadeiro pesadelo para a carteira. Entre a falta de chips de memória RAM, o preço dos SSDs a disparar por causa da loucura da inteligência artificial e os componentes base cada vez mais inflacionados, a margem para encontrar uma máquina económica desapareceu por completo.
Mas, como se a crise no hardware não fosse suficiente, a Microsoft decidiu juntar-se à festa e dar mais uma facada no orçamento dos consumidores.
A gigante de Redmond aumentou silenciosamente as taxas de licenciamento do Windows OEM que cobra aos fabricantes de computadores (como a Asus, Acer, Lenovo ou HP) entre 7% a 10%. O resultado? O preço final dos computadores vai subir mais 5% já neste trimestre.
Hardware mais caro, software mais caro. Mais alguma coisa?

De acordo com fontes da indústria e relatórios da imprensa asiática, a Microsoft costumava fazer ajustes anuais residuais no preço das licenças do Windows. No entanto, neste verão, a subida foi agressiva.
Aliás, para piorar a situação, a taxa cobrada pela Microsoft escala consoante o processador que o computador carrega. Ou seja, quanto mais potente for o CPU da máquina, mais cara fica a licença do sistema operativo que o fabricante é obrigado a pagar.
Marcas como a Asus e a Acer já avisaram que vão ser forçadas a refletir este aumento de custos diretamente no preço final das máquinas que chegam às lojas. Para se ter uma ideia do absurdo a que chegámos, o preço médio dos portáteis da Asus já subiu cerca de 30% em comparação com o final do ano passado.
Uma estratégia que não faz qualquer sentido e que vai irritar ainda mais os consumidores.
Com os preços a subirem no hardware e agora também no software, as vendas de computadores estão a sofrer uma queda acentuada.
Fica a ideia de que estas empresas querem ir buscar o dinheiro de antigamente, der por onde der. Ou seja, vender menos, mas ganhar mais por cada unidade vendida. Mas, as coisas não funcionam assim.
No fim do dia, as pessoas estão simplesmente a adiar a troca de computador porque a escalada de preços ultrapassou o limite do razoável.
Resta saber até quando é que os fabricantes e os consumidores vão aguentar esta pressão de custos sem começarem a procurar ativamente alternativas ou a esticar a vida útil dos computadores velhos até ao limite.
Estás a pensar comprar um portátil novo em breve ou estes aumentos sucessivos de preço fizeram-te encostar os planos à box? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







