Algumas coisas dentro do mundo da tecnologia, desaparecem, parecem esquecidas, e do nada… Voltam. Afinal, no meio desta loucura de vivermos afogados em notificações, subscrições de streaming que aumentam de preço todos os anos e smartphones que nos distraem a cada cinco segundos, há dias em que a única coisa que apetece é mandar a modernidade às urtigas e ouvir música como deve ser?
Quem viveu os anos 2000 lembra-se perfeitamente da magia de meter os auscultadores de fio nos ouvidos, rodar a mítica roda de navegação de um iPod e desligar completamente do mundo lá fora.
Pois bem, a vaga de nostalgia pelos aparelhos “burros” e focados numa única tarefa está mais forte do que nunca.
Por isso, duas das marcas mais respeitadas no universo audiófilo (a FiiO e a Shanling) acabam de lançar dois leitores de áudio de alta resolução (Hi-Res) inspirados diretamente nos clássicos iPod Shuffle e iPod Nano. Porém, com músculo e qualidade de som que a Apple nunca sonhou meter nos seus aparelhos.
FiiO Echo Nano: O regresso do formato pen com DAC a sério por 50 euros

Portanto, a proposta mais acessível e divertida chega pelas mãos da FiiO com o Echo Nano.
Afinal, custando qualquer coisa como 50 dólares (aprox. 45 a 50 euros), o aparelho é um piscar de olho evidente ao primeiríssimo iPod Shuffle. Pesando umas minúsculas 33,5 gramas com um design industrial cheio de cor.
Este Echo Nano traz um pequeno ecrã de 0,91 polegadas para navegares facilmente nas pastas, ranhura para cartões microSD até 256GB, bateria para 7 horas de música sem parar e um conversor digital-analógico (DAC) interno de respeito. Se quiseres ligá-lo por USB-C ao teu computador portátil ou smartphone, o bicho transforma-se num DAC externo para melhorar instantaneamente o som que sai das tuas colunas ou auscultadores.
Shanling Q2: O “iPod Nano” audiófilo!

Se o teu orçamento for mais folgado e o objetivo for extrair até ao último detalhe de ficheiros pesados em FLAC, WAV ou DSD512, a Shanling colocou cá fora o Shanling Q2 por 269 dólares. O aspeto faz lembrar de imediato o clássico iPod Nano “gordinho” de 3.ª geração misturado com o corpo metálico do iPod Mini, mantendo uma roda tátil física combinada com um ecrã tátil moderno.
Debaixo do chassis de 82 gramas encontramos uma verdadeira estação de som de alta fidelidade: quatro chips DAC dedicados, capacidade para cartões até 2TB de música, suporte a Bluetooth com codecs de alta resolução (LDAC e aptX HD) e uma autonomia respeitável de 13,5 horas. Mas o grande choque face aos leitores antigos da Apple está nas ligações físicas! Traz uma tradicional saída de 3.5 mm e uma saída balanceada de 4.4 mm para alimentar auscultadores de estúdio exigentes sem distorção.
Conclusão
Numa altura em que o telemóvel serve para trabalhar, pagar contas e responder a emails urgentes… Ter um aparelho minúsculo e dedicado no bolso exclusivamente para apreciar boa música com auscultadores de cabo é o tipo de prazer analógico moderno que faz falta a muita gente.
Mas… Duvido muito que isto chegue às massas. As pessoas podem ter saudades do mundo sem notificações. Mas, ninguem está para gastar dinheiro num aparelho que faz o mesmo que o smartphone. É mais uma coisa para pagar, para carregar, encher o bolso, etc…







