Como estou farto de dizer, a Apple tem sido o autêntico “guardião” dos preços ao longo dos últimos tempos. O que acaba por ser perfeitamente normal. Não há muitas marcas no mercado com a coragem ou a lata de atirar preços para cima do patamar do iPhone.
Afinal de contas, por muito que os entusiastas jurem a pés juntos que não, o consumidor comum, colocado perante a escolha entre um Xiaomi, Oppo, Honor ou qualquer outro Android ao mesmo preço de um iPhone equivalente, vai quase sempre puxar do cartão para levar o iPhone para casa.
Isto é assim mesmo que o smartphone Android seja objetivamente superior em vários aspetos importantes, como câmara, bateria ou velocidade de carregamento. É a realidade nua e crua de como o mercado funciona, goste-se ou não.
Mas agora que a Apple decidiu abrir a época de caça e subiu a fasquia com o iPhone 18 Pro Max a arrancar nos 1650€, podes começar a fazer contas à vida. A tampa da panela saltou fora e as restantes marcas vão todas a correr atrás para aumentar os seus próprios preços.
Agora que a Apple meteu os preços lá em cima: Prepara a carteira!

Durante anos, o iPhone funcionou como uma espécie de teto de vidro para a indústria. As fabricantes Android até podiam ter vontade de pedir 1500€ ou 1600€ pelas suas melhores máquinas recheadas de inovação, mas sabiam perfeitamente que, no momento em que ultrapassassem a barreira do topo de gama da Apple, as vendas no retalho europeu simplesmente congelavam.
Esse travão psicológico era a única coisa que ainda mantinha alguma contenção nos preços dos topos de gama.
Com a Apple a atirar a linha Pro Max para os 1650€ e a estrear o Duo bem acima dos 2000€ com a desculpa da crise dos componentes e das memórias, a porta ficou escancarada. A concorrência não vai baixar preços por caridade. Vai aproveitar a boleia para justificar novos aumentos na próxima fornada de aparelhos.
Se achavas que os telemóveis já estavam caros, prepara-te para o que aí vem nos próximos meses. O novo normal está a ser desenhado à nossa frente e quem vai pagar a fatura é, como sempre, o mexilhão.








