Durante anos, havia uma coisa quase “sagrada” nas estações de serviço, ou até a mais vulgar bomba da tua terra. O ar para os pneus e a água para o para-brisas eram gratuitos. Pois… Agora já não é bem assim.
Isto é cada vez mais comum, e claro, os portugueses já se viraram para as redes sociais para mostrar o seu desagrado. Como sempre, há quem diga que é um absurdo. Outros defendem que é inevitável.
Mas afinal, o que se está a passar?
Não era grátis… alguém pagava
A verdade é simples: nada é realmente gratuito. Era uma coisa simples que os postos ofereciam, uma pequena cortesia. Mas claro, alguns consumidores abusavam e não era pouco.
Estas máquinas têm custos associados. Consomem eletricidade. Precisam de manutenção. As mangueiras partem-se. Algumas são roubadas. Outras são literalmente esmagadas por carros. E claro, temos sempre quem usa a água para “dar banho” ao carro.
É como tudo na vida. Paga o justo pelo pecador.
É por necessidade… ou é mais uma forma de fazer dinheiro?
Aqui começa o debate interessante.
Há quem defenda que as gasolineiras têm lucros absurdos e que cobrar pelo ar é só mais uma forma de ir buscar uns trocos extra. Outros lembram que muitos postos são franchises. Não é “a Galp” ou “a Repsol” enquanto gigante empresarial que paga a manutenção diária do compressor. É o dono daquele posto específico.
E há ainda a teoria de que isto é simplesmente um novo modelo de negócio. Uma empresa fornece as máquinas e fica com parte das receitas.
Seja qual for a razão, o facto é que a tendência está a espalhar-se. Primeiro foi a Shell em alguns pontos. Depois outras começaram a replicar. E há quem acredite que dentro de um ou dois anos será prática comum em todo o lado.
A solução? Cada um com o seu compressor?
Nos comentários surgiram alternativas óbvias.
Ou seja, em vez de ir ao posto dar dinheiro, anda com um mini-compressor na mala. Arranjas a pouco mais de 20€ nos sites do costume, e ficas servido para… Bem… Sempre?
No fundo, é uma questão de hábito
Talvez o maior choque nem seja o valor cobrado. É o facto de nos termos habituado a que fosse gratuito. Ou seja, quando algo é grátis durante décadas, passa a ser quase um direito adquirido. Quando começa a ter preço, sentimos que nos estão a tirar algo. E de facto estão.
Mas a pergunta que fica é simples.
Estamos perante uma medida para combater abusos e cobrir custos… ou apenas mais um passo na normalização de pagar por tudo?
Em suma, hoje até pelo ar se paga.








