Adeus Micro-LED! Próxima tecnologia quer apontar ao OLED

Caso não saibas, durante muitos anos, o Micro-LED foi tratado como o “futuro das televisões”. Mais brilho, melhor contraste, consumo energético reduzido e menos compromissos face às outras tecnologias.

Porém, na prática, a coisa nunca arrancou como era suposto ou esperado.

Isto porque os painéis Micro-LED continuam absurdamente caros, porque também são difíceis de produzir em massa. Por isso, como o OLED está logo ali acima, e de facto com preços cada vez mais apelativos, a tecnologia continua pouco relevante para o consumidor comum.

Pois bem, agora, tudo indica que essa tecnologia pode nem chegar a tornar-se verdadeiramente popular. O motivo? Há um novo candidato ao trono das TVs topo de gama.

Porque é que o Micro-LED nunca pegou a sério?

O conceito é brilhante. É mesmo muito interessante.

Isto porque cada pixel é um LED independente, o que elimina a necessidade de retroiluminação. Além disso permite pretos perfeitos, brilho elevadíssimo e controlo total da imagem. No papel, até parece melhor que OLED.

O problema é o custo e a complexidade.

Isto porque produzir milhares de micro-LEDs por painel é lento, caro e pouco escalável. A taxa de defeitos é alta e os preços finais acabam sempre em valores ridículos. Aliás, não é por acaso que até a Apple, depois de anos de investigação, abandonou o Micro-LED e decidiu continuar a apostar no OLED. (Aliás, tudo indica que os próximos Macs vão contar com ecrãs OLED!)

Quando até a Apple desiste, convém prestar atenção.

Micro RGB?

É aqui que a coisa fica interessante.

Em vez de insistir no Micro-LED tradicional, a indústria começa a virar-se para uma alternativa chamada Micro RGB.

Aqui, a grande diferença está no controlo de cor.

Enquanto o Micro-LED e até o OLED dependem de filtros ou camadas adicionais para gerar cores, o Micro RGB usa fontes de luz vermelha, verde e azul independentes, diretamente no painel. Isto permite um controlo de cor muito mais preciso e um brilho ainda mais elevado.

Cores como nunca se viu numa TV?

O objetivo é chegar ao padrão BT.2020 HDR, algo que nem os melhores painéis atuais conseguem cumprir a 100%.

Afinal de contas, as tecnologias Quantum Dot ficam pelos 80 a 85%. Isto enquanto o Micro RGB já mostrou ser capaz de atingir 100% desse espaço de cor.

Vai substituir o Micro-LED… mas também não vai ser barata

Convém não criar ilusões. O grande problema do Micro-LED continua vivo aqui. Esta tecnologia vai ocupar exatamente o espaço que o Micro-LED prometia ocupar, mas nunca conseguiu.

Estamos a falar de TVs de topo absoluto, com preços que continuam fora do alcance da maioria. 

A boa notícia é que os modelos apresentados em 2026 devem ser mais pequenos, começando nas 55 polegadas, e ligeiramente mais acessíveis. A má notícia é que “mais acessível” aqui continua a significar valores bem acima de OLED premium.

Por isso, o OLED vai continuar a reinar.

E o OLED, fica onde?

Curiosamente, o OLED sai reforçado desta história.

Ou seja, enquanto o Micro-LED parece condenado a ser uma tecnologia de nicho eterno, o OLED continua a evoluir, a baixar de preço e a dominar o mercado real. Ou seja, se OLED antes era para os ricos, agora, para 99% das pessoas, um bom OLED continua a ser o melhor equilíbrio entre qualidade de imagem, preço e maturidade tecnológica.

O futuro das TVs não acabou.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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