Durante décadas, o triângulo de sinalização (sinal de pré-sinalização de perigo), foi um daqueles objetos obrigatórios para quem conduz todos os dias. Porém, quando o pior acontecia, poucos usavam com verdadeiro conforto.
Ou seja, sempre que existia uma avaria ou acidente, lá vinha o ritual pouco prático e, em muitos casos, perigoso de sair do carro, caminhar dezenas de metros pela berma ou pela faixa de rodagem e tentar colocar o triângulo sem ser atropelado.
Aliás, a minha mãe que foi instrutora de condução durante mais de 30 anos, sempre me disse para não meter triângulo nenhum na autoestrada, especialmente à noite. Sempre foi algo muito perigoso, dependendo das circunstâncias.
Pois bem, isso pode estar prestes a mudar. Ou seja, Portugal pode estar prestes a seguir o mesmo caminho de Espanha.
Menos risco e mais visibilidade

A lógica é simples e faz todo o sentido! Afinal de contas, colocar o triângulo implica sair do veículo, muitas vezes em autoestradas ou vias rápidas, em condições de visibilidade reduzida ou com trânsito intenso/imprevisível.
É exatamente por isso que, ao longo dos anos, não faltam relatos de atropelamentos e acidentes graves precisamente durante esse momento.
Por outro lado, a luz de emergência pode ser colocada no tejadilho ou numa zona visível do carro sem que o condutor tenha de sair. De facto, em Espanha, o sistema vai ainda mais longe, integrando localização automática do veículo parado, o que facilita a atuação das autoridades e dos serviços de emergência. (Porém, os veículos modernos já têm um sistema de SOS, e como tal, é um sistema redundante).
Em Portugal ainda não é obrigatório, mas já existe
Para já, em território nacional, continuam a ser obrigatórios apenas o triângulo e o colete refletor. No entanto, estas luzes de emergência já são vendidas em Portugal, com preços a rondar os 20 euros, e começam a ser vistas como uma alternativa mais moderna e segura.
Se a mudança avançar, será mais um exemplo de como a tecnologia pode substituir soluções antigas que já não fazem sentido no trânsito atual.
Conclusão
O triângulo sempre foi um mal necessário. Cumpre a função, mas obriga o condutor a colocar-se em perigo. Se existe uma solução mais segura, mais visível e mais simples de usar, a pergunta acaba por ser óbvia: porque não mudar?
Agora resta saber quando, e em que moldes, esta alteração vai mesmo chegar às estradas portuguesas.

