Muitos de nós dissemos “ahahah, um processador de iPhone num portátil? Que ideia ridícula!”. Pois… O processador A18 Pro da Apple está a mostrar capacidades curiosas. Segundo os responsáveis pelo software Parallels, o chip que equipa o iPhone 16 Pro, iPhone 16 Pro Max e o novo MacBook Neo consegue, pelo menos em teoria, correr o Windows 11.
Mas antes de começares a imaginar um portátil barato da Apple a substituir um PC tradicional, convém colocar as coisas em perspetiva. Sim, funciona. Mas existem algumas limitações importantes.
O MacBook Neo consegue correr Windows? Mais ou menos
Os testes feitos pela equipa do Parallels Desktop confirmam que o sistema de virtualização funciona no MacBook Neo, portátil que utiliza o mesmo A18 Pro encontrado nos iPhone 16 Pro.
Segundo os engenheiros da empresa, o Windows consegue arrancar e correr dentro de uma máquina virtual sem grandes problemas de estabilidade. Ou seja, do ponto de vista técnico, a compatibilidade existe.
No entanto, isto não significa que vais ter a mesma experiência de um portátil tradicional com Windows.
Os próprios responsáveis pelo Parallels deixam o aviso: o uso deve ser ocasional. Para tarefas mais pesadas, a experiência pode rapidamente deixar de ser agradável.
O maior problema chama-se temperatura!
O grande limite está no design do próprio MacBook Neo.
Tal como acontece com alguns modelos mais leves da Apple, este portátil utiliza um sistema de arrefecimento passivo. Isto significa que não existe qualquer ventoinha a ajudar a dissipar o calor.
Na prática, o corpo de alumínio do portátil funciona como dissipador. É suficiente para tarefas normais, como navegar na internet ou trabalhar em documentos. Mas quando o processador começa a trabalhar a sério, o cenário muda.
Sob carga prolongada de CPU ou GPU, o A18 Pro reduz automaticamente as frequências para controlar a temperatura. Este processo chama-se thermal throttling, e resulta numa perda clara de desempenho.
Mais memória também ajudava…
A equipa do Parallels também recomenda escolher versões do portátil com mais memória unificada caso a ideia seja correr Windows com alguma regularidade. Quanto mais memória disponível, melhor será a experiência dentro da máquina virtual. Especialmente se estiveres a correr várias aplicações ao mesmo tempo.
Mesmo assim, convém lembrar que o MacBook Neo é um portátil de 599 dólares, pensado para tarefas leves e mobilidade. Não foi desenhado para substituir um portátil Windows tradicional em cargas de trabalho pesadas.
Funciona, mas não é um PC.
Curiosamente, já começaram a aparecer vídeos e capturas de ecrã na internet de utilizadores a correr Windows 11 no MacBook Neo. Um desses exemplos surgiu no Reddit, mostrando o sistema da Microsoft a funcionar através do Parallels.
No entanto, mesmo que a experiência seja aceitável para tarefas simples, dificilmente este portátil vai convencer alguém a abandonar completamente um PC tradicional.
Mas uma coisa é certa. Se um chip criado originalmente para um smartphone consegue correr Windows, isso diz muito sobre o nível de potência que os chips mobile já atingiram.








