A VW percebeu que os carros elétricos têm de ser mais acessíveis. Especialmente depois de analisar muito bem a invasão Chinesa que ainda se faz sentido. Dito isto, depois de passar anos a olhar de lado para as técnicas de produção da Tesla, o Grupo Volkswagen decidiu finalmente ceder.
Ou seja, a gigante alemã encomendou 16 máquinas de gigacasting de 9.000 toneladas ao fornecedor suíço Bühler. A ideia? Usar prensas gigantescas para fundir a secção dianteira e traseira do chassis dos seus futuros carros elétricos numa única peça de alumínio, mandando para o lixo dezenas de componentes estampados e soldados.
Entretanto, segundo as informações que circulam na indústria, o bolo deverá ser dividido entre as marcas do grupo: 8 máquinas para a Volkswagen, 4 para a Audi e 4 para a Škoda. No papel é tudo lindo e poupa milhões em robôs e custos de produção.
Será que vai correr bem?
Não é só comprar máquinas!

Portanto, para quem não está por dentro do assunto, uma prensa destas injeta alumínio derretido num molde com uma força brutal de 9.000 toneladas. O resultado é uma estrutura inteira feita de uma só vez, eliminando peso e simplificando o processo. Só que encomendar o equipamento é apenas a primeira etapa de um pesadelo logístico.
A instalação, a calibração, o desenvolvimento dos moldes e a estabilização de todo o processo podem demorar meses ou até anos. De facto, o mercado chinês é o exemplo perfeito disto mesmo! Dezenas de fornecedores encomendaram pacotes gigantescos destas máquinas para depois acabarem com metade guardada em armazéns ou a funcionar a uma fração da sua capacidade real.
A promessa dos elétricos continua longe de se materializar?
A somar a isto está o próprio calendário arrastado da Volkswagen. A nova plataforma de elétricos do grupo tem sofrido constantes adiamentos, prova disso é o tão aguardado Golf elétrico, que já não é esperado antes do final da década.
Anunciar investimentos em prensas gigantes fica sempre bem. Mas entre ter a máquina encomendada e ver um carro real a sair da linha de montagem sem defeitos de fabrico, a Volkswagen ainda vai ter de comer muita sopa.







