Isto é inegável… Começa a ser normal ver jornalistas e especialistas a “bater” na Samsung. Porém, não é difícil perceber o porquê. A inovação não existe, os preços aumentam só porque sim, e apesar do facto de a Samsung ainda ter o melhor smartphone do mercado, porque apesar de tudo o S26 Ultra é ainda o melhor smartphone que o dinheiro pode comprar, começa a ficar a ideia de que o domínio pode ter os dias contados.
Os clientes gostam da Samsung, isso é verdade. Mas também gostam de marcas que arriscam minimamente de um ano para o outro. E esse risco, essa irreverência, que durante tanto tempo foi a identidade da Samsung, simplesmente deixou de existir.
Aliás, mesmo agora, tivemos uma Xiaomi a lançar o seu super topo de gama (Xiaomi 17 Ultra), que em nada fica atrás do S26 Ultra da Samsung, e até traz mais memória, a 1299€. Sim… 200€ mais barato.
A Samsung está a cometer erros atrás de erros?
Portanto, caso não saibas, o plano da Samsung para 2026 era outro. Sim, ia existir um S26 Ultra, mas a restante gama seria um pouco diferente. Mais concretamente, em vez do Galaxy S26 e S26+, a gigante sul-coreana queria lançar um Galaxy S26 Pro e um Galaxy S26 Edge.
Ou seja, mudar um bocadinho as coisas, porque o mercado começa a pedir algum tipo de irreverência.

Não apenas nomes diferentes, mas um reposicionamento claro da gama. Um modelo mais focado em performance e outro mais focado em design e espessura, algo que poderia voltar a criar entusiasmo.
Isto não significaria que o Galaxy S26 não pudesse chegar mais tarde. Na realidade, a Samsung até poderia fazer as coisas um pouco à imagem daquilo que a Apple quer começar a fazer em 2026. Lançar os modelos mais “Pro” primeiro, e os mais acessíveis depois, separando melhor os momentos de lançamento, facilitando produção, logística e até o impacto mediático.
Mas… Correu tudo mal! Os planos mudaram para o que anda a ser feito há vários anos, agora… Com preços absurdos.
O Galaxy S26 mais barato encareceu para os 1039€, o que basicamente significa que o Galaxy mais barato é agora quase 100€ mais caro que o iPhone 17 mais barato. Além do iPhone, o modelo base da série Galaxy S26 é também 150€ mais caro que o novo Xiaomi 17.
Como se isto não fosse suficiente, o Galaxy S26+ perdeu ainda mais espaço no mercado global, ao começar nos 1299€. Um preço que já encosta perigosamente ao Ultra, mas sem oferecer o mesmo nível de hardware, nem o mesmo estatuto dentro da gama.
Ou seja, fica a ideia de que o Galaxy S26 Ultra é de facto o único smartphone que faz sentido comprar.
Porque se mantém nos 1499€, algo quase obrigatório, porque mais que isso significaria que seria o smartphone mais caro do mercado, ficando até além do iPhone 17 Pro Max da grande rival Apple. Mas, apesar desse facto, a verdade é que pouco ou nada mudou face ao ano passado, que por sua vez pouco ou nada tinha mudado face ao ano anterior.
Em 2026, a grande novidade é um filtro de privacidade integrado no ecrã, algo que é obviamente interessante, mas que também pode ser facilmente replicado por uma película de 5 ou 10 euros. É hardware dedicado? Sim. É revolucionário? Nem por isso.
Sabe a muito pouco, e não é de agora.
Sabe a muito pouco desde o Galaxy S24. O Galaxy S22 mudou a receita e resultou. O Galaxy S23 foi muito provavelmente o pico da estratégia da Samsung de nova geração, e agora… Temos mais do mesmo todos os anos, com preços cada vez mais difíceis de justificar.
Sim, é verdade que a Apple adora reciclar designs e manter linhas semelhantes ano após ano. Mas, como estamos fartos de dizer, a Samsung não é a Apple. Não tem o mesmo ecossistema fechado, nem o mesmo nível de fidelização cega.
E a continuar assim, a própria Samsung arrisca-se a deixar de ser Samsung dentro de muito pouco tempo.









