Os smartphones estão finalmente a evoluir onde realmente interessa. Estamos obviamente a falar da bateria. Ou seja, em média, o lado Android já ultrapassa os 5.000mAh… e sim, já há telemóveis “normais” com mais bateria que um Galaxy S26 Ultra.
De acordo com os dados mais recentes, a capacidade média de bateria de um smartphone chegou aos 5.291mAh em janeiro de 2026. Isto representa um salto de cerca de 400mAh face ao ano anterior, sendo o maior aumento desde 2021.
A bateria deixou de ser o problema?
Durante anos, a evolução dos smartphones foi sempre muito focada em performance, câmaras e design. A bateria? Ficava quase sempre para segundo plano. Muito também porque a tecnologia andou um pouco estagnada durante algumas gerações. Mas isso está finalmente a mudar!
Hoje, a média já ultrapassa os 5.000mAh, o que significa algo curioso. O smartphone “médio” já tem mais bateria do que um topo de gama como o Galaxy S26 Ultra.
Isto é importante porque muda completamente a forma como olhamos para o mercado. Durante muito tempo, mais bateria era algo reservado a modelos mais baratos ou mais grossos. Agora começa a ser um padrão transversal.
A culpa é… da China!
Grande parte desta evolução vem do mercado chinês. Marcas como HONOR, Xiaomi, OPPO, OnePlus e vivo começaram a apostar forte em baterias maiores, e mais importante do que isso, em novas tecnologias. A grande estrela é a tecnologia de baterias de silício-carbono, que permite aumentar a capacidade sem crescer demasiado em tamanho físico. Resultado? Smartphones mais finos, mas com baterias muito maiores.
Aliás, alguns modelos já chegam a números impressionantes. Há equipamentos com 6.000mAh a tornarem-se comuns, e até casos extremos como o HONOR X70 com uns absurdos 8.300mAh.
Mais interessante ainda é perceber que muitos destes modelos nem sequer são flagships. Ou seja, esta evolução não está limitada ao topo do mercado. Está a espalhar-se por várias gamas de preço.
Mas… Isto não conta a história toda!
Apesar da aposta das gigantes chinesas, a realidade é que muitas fabricantes continuam a dizer que não à nova tecnologia. A Apple, a Samsung e até a Google não usam baterias de silício-carbono nos seus smartphones mais modernos e mais caros.
O que… é curioso! Ou seja, se por um lado podemos dizer que a Samsung e a Apple movimentam um volume absurdo de smartphones, e como tal poderia ser complicado arranjar stock de produto para dar vida às suas gamas, a realidade é que a Google ainda não chega aos calcanhares destas gigantes, ou de várias marcas chinesas, na venda de aparelhos Pixel.
Por isso, não é falta de stock, é por opção. Sabes porquê? Porque ainda existem muitas dúvidas face à longevidade do material, e também do seu ponto de falha. Sim, para uma Xiaomi, HONOR, Oppo, etc., haver problemas em alguns smartphones, como 1 em 1000, não é um problema gigante.
No caso da Apple e Samsung? É diferente! Basta trazer para cima da mesa tudo o que aconteceu com o Note 7.
No fim do dia, estamos numa fase de transição
O mercado está claramente a avançar numa direção. Baterias maiores, novas tecnologias, e uma aposta mais séria na autonomia real.
Mas nem todos querem dar esse salto já. Uns por cautela, outros por estratégia, e alguns porque simplesmente não sentem pressão suficiente para mudar.
A questão é simples. Quanto mais tempo estas marcas esperarem, mais vantagem dão às concorrentes que já perceberam que a bateria voltou a ser um dos fatores mais importantes para o consumidor.









