Já ninguém quer saber do iPhone 18 e só se fala do iPhone de 2027? É o normal, e a culpa é um bocadinho da Apple.
Como deves saber, falta rigorosamente um mês para a Apple subir ao palco e mostrar ao mundo a nova linha do iPhone 18, juntamente com o tão aguardado iPhone dobrável (que muitos dizem que se vai chamar iPhone Ultra).
Desta forma, era suposto estarmos todos em pulgas a analisar o que vai mudar nas câmaras, a autonomia da bateria ou como é que a empresa vai gerir a estreia de John Ternus ao comando dos destinos da marca no lugar de Tim Cook. Mas não! A internet e os “analistas” de bancada decidiram ignorar o que vai sair agora para passar semanas a fio a discutir o que vai acontecer no ano que vem.
Afinal de contas, em 2027, o iPhone faz 20 anos. E como te deves lembrar, quando o iPhone fez 10 anos, demos as boas-vindas ao iPhone X… Um smartphone que mudou tudo!
Esta obsessão doentia pelo “o que vem a seguir” transformou-se numa autêntica maldição.
Uma máquina de rumores que nunca está satisfeita?

Portanto, escusado será dizer que não há outra empresa no planeta a sofrer com isto da mesma forma.
Podem existir críticas relativas à falta de capacidade de mudar algumas coisas. Mas as marcas Android conseguem quase sempre passar pelos pingos da chuva, especialmente a Samsung.
Por sua vez, no lado da Apple, o rumor virou um desporto nacional que começou logo em 2007, quando o primeiro iPhone nem tinha chegado às lojas e já se escreviam páginas e páginas sobre o que o “iPhone 2G” ou um suposto “iPhone Nano” iriam trazer.
Imagino a frustração dos engenheiros e designers em Cupertino. Passam anos a fio a espremer o cérebro para colocar um produto novo no mercado, e no próprio dia da apresentação, em vez de a indústria olhar para aquilo que tem na mão, o comentário geral é sempre o mesmo: “Sim, giro, mas o próximo modelo é que vai ser revolucionário”.
Isto é especialmente verdade em gerações como a deste ano, que já tem uma sombra gigantesca em cima.
iPhone X2?

O problema é que este ruído constante atinge um nível de contradição ridículo. Num dia temos relatórios a dizer com toda a certeza que o iPhone de vidro de 20.º aniversário foi cancelado por ter uma taxa de defeitos de produção gigantesca. No dia seguinte vem Mark Gurman garantir que está tudo no bom caminho.
As informações chocam de tal forma que passam a ser perfeitamente inúteis para quem só quer saber se vale a pena trocar de telemóvel este ano ou não.
Viver no presente começa a ser “lava” para os consumidores. O que tem alguma piada, tal é a pequenez das mudanças nos tempos que correm. No fim do dia, esta obsessão pelo futuro distante só serve para confundir o consumidor, criando expetativas irrealistas e uma sensação contínua de que o telemóvel que acabaste de comprar já nasceu ultrapassado.
Também já estás farto de ler rumores sobre o iPhone de 2028 ou ainda gostas de tentar adivinhar o que a Apple tem na manga? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







