Houve um tempo em que pegar num smartphone de gama média era um exercício constante de compromissos. Ou seja, sabias perfeitamente ao que ias. O ecrã era mais cinzento, a construção em plástico estalava um bocadinho na mão, as câmaras à noite eram uma desgraça e o processador começava a engasgar ao fim de seis meses de uso diário.
Mas isso começou a mudar. Os smartphones “baratos” começaram a ficar incríveis e, de facto, isso até fez com que os modelos mais caros também se vissem obrigados a subir de nível com materiais mais premium e especificações mais interessantes.
Pois, infelizmente… O que mudou está novamente a mudar. E não é para melhor. Os preços aumentam e os produtos ficam os mesmos, ou por vezes até ficam piores.
A realidade é que a fronteira entre um bom gama média e um verdadeiro topo de gama está a esbater-se a uma velocidade assustadora. E isso está a criar uma dor de cabeça monumental aos departamentos de marketing das grandes fabricantes.
O “suficientemente bom”?

Hoje em dia já encontras ecrãs OLED, construções em vidro e alumínio, baterias enormes e muitas delas com suporte a carregamento rápido e, por vezes, até carregamento sem fios. E até aqui, era também possível ter acesso a bons processadores, quase sempre bem acompanhados por muita e rápida memória RAM.
Até nas câmaras, que sempre foi o grande diferenciador, já foi possível encontrar modelos de gama média com níveis de performance absurdos.
Mas… Isso mudou em 2026, e já temos vários exemplos disso mesmo.
Todas as gamas de produto perderam capacidade de processamento e, como consequência direta, performance. Perderam também alguma qualidade nos sensores, e em alguns casos os novos modelos são piores e são até mais caros.
Temos o exemplo da gama Redmi Note 17 e, de facto, até nas gamas mais altas muitas fabricantes estão a optar pelos 12GB de memória RAM, em vez do padrão do ano passado que já eram os 16GB.
Onde está o problema?

Se os modelos novos são mais caros e não são melhores, por vezes são até piores, quem é que vai pagar? O consumidor menos atento não vai perceber e vai, muito provavelmente, meter os euros em cima da mesa.
Mas tu, que lês a Leak, sabes que podes ir pesquisar modelos do ano passado ou, na loucura, até podes comprar recondicionado ou usado em plataformas como a Wallapop. Noutros tempos, eu diria que isso seria uma alternativa e não o prato principal. Agora? Acredito mesmo que faz todo o sentido olhar para trás em vez de olhar em frente.
Aliás, até a Sony foi recuperar um produto de 2020 (os auscultadores XM4) para tentar ter sucesso neste novo e louco mercado.
Infelizmente, o mais novo já não tem de ser o melhor, e cabe sempre a ti perceber onde podes e deves gastar o teu dinheiro.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Também já deste por ti a olhar para modelos do ano passado em vez de comprar os lançamentos mais recentes? Partilha a tua opinião nos comentários!








