Já montei muitos computadores nos meus 34 anos de vida, e até comecei francamente cedo. Mas, nunca… NUNCA! Montei uma torre com menos de 16GB de memória RAM.
Este é, na minha opinião, o mínimo indispensável para uma máquina que quer séria nos seus objetivos.
Como é óbvio, nos “antigamentes”, existia espaço para 8GB, para máquinas mais focadas na qualidade-preço, ou em missões menos exigentes. Mas, hoje em dia? 16GB já nem é um número que faça muito sentido. A meu ver, uma máquina para trabalho ou jogos tem de ter pelo menos 32GB. Aliás, a própria Microsoft recomendava isso.
Recomendava… Sim, porque já não recomenda.
A falta de memória RAM já dá força a mentiras?

A Microsoft apagou conselhos sobre RAM porque a ganância da IA tornou a memória um luxo proibitivo!
Há coisas que a internet não esquece, por mais que as gigantes da tecnologia tentem varrer a vergonha para debaixo do tapete.
Ou seja, no final do ano passado, a Microsoft publicou um guia oficial a explicar como otimizar um PC para jogos. Nessa altura, com a bazófia do costume, a empresa dizia que 16GB de RAM eram o mínimo aceitável e que 32GB era a fasquia ideal para correr os jogos mais recentes.
Agora? Avançamos uns meses e o que é que a Microsoft faz? Apaga a página de suporte sem dizer nada a ninguém. De facto, se tentares aceder ao link, és redirecionado para a página inicial como se a recomendação nunca tivesse existido.
A razão para este recuo é muito simples… A crise brutal no mercado de memórias provocada pela corrida louca aos centros de dados para Inteligência Artificial encareceu a RAM a um ponto absurdo. E a Microsoft, que é uma das maiores culpadas desta bolha, agora finge que afinal 32GB já é demais.
Do “PC Master Race” aos portáteis caros com uns miseráveis 8GB

De facto, basta olhar para o catálogo atual da própria marca.
A Microsoft anda a vender portáteis Surface a preços absurdos com meros 8GB de RAM integrados. Uma quantidade que hoje em dia mal dá para abrir três separadores do Chrome e uma folha de Excel sem o sistema começar a arrastar-se. Como é que podiam continuar a recomendar 32GB para jogos no site oficial quando vendem máquinas topo de gama com uma fração disso?
De facto, a piada fica ainda mais rica quando lembramos que o Windows 11 é uma autêntica esponja de recursos.
O sistema operativo vem carregado de bloatware, aplicações em background que ninguém pediu e anúncios integrados que consomem memória sem qualquer tipo de vergonha. Aliás, a própria Microsoft já veio a público dizer que quer “tratar” a situação. Mas, a coisa está tão caótica, que deverá demorar meses, ou até anos.
Desenvolveram o sistema com base em wrappers web pesadíssimos como o Electron e WebView2 só para poupar trabalho aos programadores. Agora que a RAM escasseia e custa os olhos da cara, a fatura dessa preguiça desabou em cima do consumidor.
É o que temos!






