Os smartphones estão cada vez mais potentes, mais rápidos, com ecrãs maiores, taxas de atualização elevadas e agora inteligência artificial um pouco por todo o lado. O problema é que a bateria não acompanhou esta evolução ao mesmo ritmo.
Mudaram os processadores, mudou o software, mudou a experiência, mas a autonomia continua a sofrer um pouco. Porém, em 2026, a autonomia deixou de depender apenas dos mAh anunciados na caixa e passou a depender muito mais das definições que tens ativas sem sequer pensares nisso.
O ecrã continua a ser o maior inimigo da autonomia

Não há volta a dar. O ecrã é, de longe, o maior consumidor de energia num smartphone. E há várias decisões de software que parecem inofensivas, mas estão constantemente a sugar bateria.
O Always-On Display é um excelente exemplo. É cómodo, é bonito, mas está sempre ligado. Mesmo em painéis OLED, o impacto existe. Desligar esta funcionalidade continua a ser uma das formas mais eficazes de ganhar horas extra de utilização diária.
O brilho é outro clássico. Andar com o ecrã no máximo sem necessidade, ou deixar o telefone ligado durante minutos enquanto está pousado na mesa, é desperdiçar bateria sem qualquer benefício real. O brilho automático ajuda, mas nem sempre acerta.
Ajustar manualmente e reduzir o tempo de bloqueio faz mais diferença do que muitos imaginam.
Atualizações não são só para ter novidades!

Muita gente ignora atualizações de sistema porque acha que não trazem nada de relevante. Errado. As versões mais recentes do Android trazem quase sempre otimizações de consumo, melhor gestão de processos em segundo plano e correções de bugs que drenavam bateria silenciosamente.
Sim, é normal a autonomia piorar nos primeiros dias após uma atualização. O sistema está a reorganizar apps, cache e processos.
Ao fim de alguns ciclos de carga, tudo estabiliza. Saltar updates raramente ajuda a bateria.
O Android/iOS já sabe como usas o telefone, deixa-o ajudar!
A bateria adaptativa existe há anos, mas continua desligada em muitos equipamentos.
O sistema aprende como usas o telefone, que apps abres todos os dias e quais estão praticamente abandonadas, e passa a limitar automaticamente o consumo das menos importantes.
Não faz milagres, mas funciona em segundo plano sem estragar a experiência. É daqueles casos em que desligar não traz vantagem nenhuma.
O modo escuro não é só moda!

Em smartphones com ecrãs AMOLED, o modo escuro não é apenas estética. Píxeis pretos consomem menos energia porque, na prática, estão desligados. Não vais duplicar a autonomia, mas em uso prolongado a diferença é notória.
Quando juntas modo escuro com brilho controlado, o impacto começa a notar-se a sério.
Quando a bateria aperta, o modo de poupança existe por uma razão
O modo de poupança de energia continua a ser um salva-vidas. Limita desempenho, reduz atividade em segundo plano e atrasa notificações, mas mantém o essencial a funcionar.
Usa e abusa desta funcionalidade. Por exemplo, quando vou de viagem e sei que algo pode correr mal. Meto logo o smartphone em modo de poupança.
Apps em segundo plano fazem mais estragos do que parece
Contas antigas, apps que já não usas, serviços sempre a sincronizar dados sem necessidade. Tudo isto é consumo.
Limpar contas antigas, limitar dados em background e perceber que apps acordam o telefone dezenas de vezes por dia é meio caminho andado para melhorar a autonomia sem mexer em hardware.
120Hz é fantástico… mas tem impacto!
Ecrãs a 120Hz são um luxo. A fluidez é ótima, mas consome mais energia.
Para quem passa o dia a responder a mensagens, ler notícias ou usar apps simples, reduzir para 60Hz pode trazer ganhos reais sem impacto dramático na experiência.
Assistentes de voz e notificações também contam
Ter o telefone constantemente à escuta à espera do “Hey Google” consome energia de forma contínua. Pequena, mas constante. Se não usas o assistente todos os dias, desligar essa escuta permanente é lógico.

As notificações são outro buraco negro.
Cada vibração, cada som, cada vez que o ecrã acende para mostrar algo irrelevante, é bateria a desaparecer. Reduzir notificações ao essencial ajuda a autonomia e, de bónus, melhora a sanidade mental.
A forma como carregas também importa
Deixar a bateria cair constantemente até 1% e carregar sempre até 100% acelera o desgaste. O ideal continua a ser manter a carga entre os 40% e os 80% sempre que possível. Usando carregamento total apenas quando faz mesmo sentido.
Hoje em dia o carregador já não é tão importante. Podes usar um qualquer desde que seja bom. Ou seja, continua a ser importante usar carregadores e cabos de qualidade.
Poupar aqui costuma sair caro mais tarde.
No fim do dia, a bateria depende mais de ti do que do telefone
A autonomia num smartphone moderno já não depende apenas da ficha técnica. Depende de escolhas. É como perder peso. Se tomares boas escolhas todos os dias, ao longo do tempo vais ver resultados. Neste caso podes medir por percentagem de bateria em vez de kilos na balança.

