Durante o dia de ontem, comentei o facto de a Samsung lançar um iPhone Ultra (Fold) antes da sua rival. De facto, uma estratégia muito parecida à implementada pela gigante sul-coreana com o S25 Edge, que, claro está, teve a grande missão de chegar ao mercado antes do iPhone Air. (Uma estratégia que acabou por não correr muito bem, ao ponto de já nem existirem planos para mais smartphones Edge).
Mas, apesar de toda a conversa à volta de dobráveis, a realidade é que o formato nunca vendeu nada por aí além.
A Apple vai salvar o mundo dos dobráveis? Ou já não dá?

Portanto, caso não saibas, as vendas globais de smartphones dobráveis situam-se atualmente na casa dos 20 a 30 milhões de unidades anuais, representando assim cerca de 2,5% a 3% do mercado total de telemóveis. São números… Irrisórios. E temos ainda de salientar que estes números valem o que valem, porque vendem-se muitos mais dobráveis nos mercados asiáticos comparativamente ao Ocidente.
O consumidor tradicional não confia na durabilidade do aparelho, o que é um bocadinho culpa da Samsung, e, talvez mais importante do que isso, nem acha que valha a pena gastar cerca de 2000€, ou mais, para ter um smartphone que é giro, é engraçado, mas não é capaz de “mudar o jogo”. A grande maioria das pessoas que compra um dobrável, acaba por fazer exatamente o mesmo que já fazia no seu smartphone tradicional.
Além de tudo isto, temos ainda de dizer que a Apple está a contar produzir apenas 10 milhões de unidades do iPhone Ultra. Um número pouco ambicioso quando temos em conta que a gigante norte-americana vendeu quase 250 milhões de unidades em 2025.
Ou seja, apesar de uma aposta muito interessante por parte da Apple, não me parece que exista uma grande ambição nas vendas. Fica a ideia de que a Apple quer “testar” o mercado para mais tarde meter mais fichas em cima da mesa, ou então sair de fininho. Algo que até faz algum sentido, porque esta pode ser a pior altura de sempre para lançar um dobrável… É muito provável que o iPhone Ultra custe cerca de 2500 euros. Consequência da crise de memória RAM, claro está.
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