Se olharmos com olhos de ver para as fichas técnicas dos últimos cinco anos, o mundo dos smartphones parece estar viciado na repetição. As fabricantes chinesas andam a partir a cabeça e a queimar milhares de milhões de euros em investigação, especialmente no lado da fotografia e IA. O que é que a Apple faz no mesmo período? Muda o formato de um botão, retira 1 milímetro à moldura do ecrã, inventa uma cor nova e sobe ao palco a jurar que reinventou a roda.
O mais revoltante disto tudo? Vende. Vende mesmo muito! A Apple tem na sua mão cerca de 85% de todo o lucro operacional da indústria mundial de telemóveis. Aliás, no ano passado, a Apple vendeu cerca de 250 milhões de telemóveis. Um autêntico absurdo.
O que vende smartphones nos dias que correm?

O iPhone é um bom telemóvel. Sempre foi. Isto não é novidade para ninguém. A questão aqui é: a Apple nunca foi de andar atrás das mais recentes tecnologias no mercado para apresentar números absurdos aos clientes. A única perseguição que a gigante faz é à TSMC, pelos processos de produção mais recentes, nada mais.
Aliás, basta olhar para o Duo: o primeiro dobrável da marca aparece no mercado quase 10 anos após o início da corrida entre a Huawei e a Samsung.
Mas… Isto resulta!
A verdade é que o iPhone tem uma reputação que o ecossistema Android não tem, nunca teve, e provavelmente ainda tem de se esforçar um bocadinho para ter. O iPhone é tido como um aparelho premium, durável, eficiente e com excelente suporte da marca.

Isto nem sempre acontece no lado Android da coisa.
A Apple controla tudo aquilo que entra no smartphone, seja no lado do hardware, seja no lado do software. Isso significa uma experiência mais otimizada e, por isso, mais agradável. De facto, muitas das aplicações mais populares, como o Instagram, são feitas primeiro para o iPhone e só depois são adaptadas para o lado Android.
E depois temos a coisa mais complicada: os consumidores não estão assim tão atentos ao mercado. Não querem saber dos ecrãs com 120Hz ou 240Hz, nem do armazenamento super-rápido. Querem um smartphone bonito, bem construído, que dê para ir à Internet “fazer cenas”. E a imagem que a Apple passa é exatamente esta: funciona e é fácil de usar. Não precisas de ser Pro para, de facto, teres uma experiência Pro.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Achas que o sucesso absurdo da Apple se deve puramente a esta fórmula de estabilidade e imagem de marca, ou o consumidor acomodou-se e já nem quer saber do que o mundo Android anda a inventar?








