AMD e a “lei do mais esperto”: Lisa Su aproveitou o deserto dos smartphones para produzir mais CPUs a preços mais baixos. – Ou seja, enquanto a Qualcomm e a MediaTek fogem a sete pés das linhas de produção da TSMC por causa da queda abrupta na procura de smartphones, a AMD decidiu que não há tempo a perder.
Assim, o que é uma crise profunda para uns, é o “banquete” perfeito para outro! Desta forma, Lisa Su acaba de mostrar que sabe pescar em águas complicadas.
O “efeito borboleta” da IA? Menos telemóveis mas mais processadores?

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A história é simples e mostra como o mercado tecnológico está interligado.
O mundo está a sofrer uma escassez crónica de memória DRAM porque as fábricas estão todas viradas para a produção de HBM (memória de alta largura de banda) para Inteligência Artificial. Isto fez com que o preço dos componentes para smartphones disparasse, ao ponto de a memória representar agora 54% do custo total de um telemóvel de gama entrada.
Na realidade, fabricar telemóveis baratos deixou de dar lucro. Por isso, a Qualcomm e a MediaTek decidiram abandonar as linhas de 4nm e 5nm da TSMC.
É aqui que entra a AMD!
Com a saída dos gigantes do mobile, ficaram vagas cerca de 20 a 30 mil wafers de produção, o que equivale a uns impressionantes 20 milhões de chips. Lisa Su não hesitou e ocupou esse espaço para aumentar a produção dos seus CPUs Zen 4 e Zen 5 (famílias Genoa e Turin). Nada é por acaso e a AMD acaba de garantir stock e preços competitivos enquanto os outros batem com a cabeça na parede.
Smartphone em “deep freeze” dá vida ao PC Gaming!
O PC Gaming está a passar por um mau bocado. Mas, se os CPUs ficarem mais baratos ao ponto de conseguirem compensar os aumentos nos outros lados, a AMD pode ter aqui uma janela de oportunidade muito interessante.
A minha visão? É o triunfo da estratégia sobre o azar dos outros. Enquanto a indústria mobile se espalha ao comprido devido à ganância da IA pelas memórias, a AMD posiciona-se para dominar o mercado de computação e servidores. Lisa Su confirmou que o crescimento da AMD no primeiro trimestre de 2026 foi impulsionado pelo volume de unidades enviadas.
É o sucesso à boa moda de quem sabe que, na tecnologia, o espaço vazio é sempre ocupado por quem tem o produto certo no momento certo.





