Porque é que a Apple ainda ganha? – O iPhone 17 Pro foi uma lufada de ar fresco depois de anos a fio com o mesmo design. Não é que tenha mudado muito, porque a experiência de utilização é francamente a mesma. Mas, foi exatamente por isso que vendeu, e continua a vender, que nem pãezinhos quentes.
Porém, a realidade é apenas e só uma! Quando se toca num Android “a sério”, o iPhone parece estar cansado. Por vezes até exausto. Não é que seja mau, não é isso que está em causa. Mas já não passa a mesma imagem e o toque premium de outros tempos e, apesar do sucesso inegável que a Apple tem no mercado mundial, isto começa a ser um problema.
Gosto muito do meu iPhone 17 Pro. Mas isto é inegável!

Quando tenho a oportunidade de testar um topo de gama mais a sério dentro do ecossistema Android, e aqui estou a falar quase sempre das versões Ultra que toda a gente gostaria de ter no bolso, e depois os coloco lado a lado com o meu iPhone 17 Pro… Fica a ideia de que está a faltar algo no lado da Apple.
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Não é algo que seja fácil de perceber, que seja até tangível. Mas está lá

Não é que isso mude radicalmente a experiência no dia a dia, porque a diferença na utilização básica é hoje em dia praticamente insignificante. Mas em termos de toque, de fluidez de ecrã e, por vezes, até de ousadia no design, parece que os aparelhos premium Android começaram a dar mais cartas que a alternativa da Apple.
Aqui falo especificamente do S26 Ultra, do Xiaomi 17 Ultra e também do OPPO Find X9 Ultra que tenho andado a testar ao longo das últimas semanas.
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Aliás, no caso da Xiaomi e da Oppo, posso dizer o mesmo do Xiaomi 17 e do Find X9 Pro. São smartphones impressionantes na qualidade de construção e quase sempre com especificações técnicas capazes de meter medo à Apple, especialmente no departamento das câmaras.
Mas… no fim do dia, a Apple é quem mais vende. O que levanta a questão: porquê?
O peso do ecossistema e o valor de revenda? Não. O que manda é o “status”.

A resposta não está apenas nos megapixels ou na taxa de atualização do ecrã. O sucesso da Apple assenta numa “teia” que o Android ainda não conseguiu replicar com a mesma eficácia. Quando compras um iPhone, não compras apenas hardware. Compras a integração perfeita com o Apple Watch, o iPad e o Mac. É o famoso “simplesmente funciona”.
Além disso, temos o fator financeiro, e claro, o sempre importante “status”. Um iPhone 17 Pro mantém o seu valor no mercado de usados de uma forma que um Xiaomi ou um Oppo raramente conseguem. Para o utilizador comum, o iPhone é visto como um investimento mais seguro, enquanto o Android de luxo ainda sofre com uma desvalorização galopante nos primeiros seis meses.
E claro, como seria de esperar, ter um iPhone na mão dá outro estatuto. É ainda normal ver algo da Apple e pensar “este gajo está cheio dele”. Pode parecer estranho e até parvo. Mas é a realidade.
A minha visão? Os Android Ultra são máquinas de sonho para entusiastas, mas o iPhone continua a ser o porto seguro das massas. Resta saber até quando é que o toque premium da concorrência será ignorado por quem quer apenas o melhor que o dinheiro pode comprar.





