16GB de RAM já não chegam? Microsoft diz que os 32GB são o novo “padrão”. Acho isto curioso, porque na altura em que o MacBook Neo anda a dar dores de cabeça à Microsoft com apenas 8GB de memória RAM, e toda a gente anda com a cabeça (e carteira) em água devido ao aumento de preço da memória, a Microsoft decidiu afirmar de forma muito pública que 16GB é coisa do passado, ou coisa de pobre.
Computadores em 2026. Isto já é gozar com o pobre!

Portanto, se ainda achas que 16GB de RAM são o “sweet spot” para o teu PC, é melhor começares a olhar para os preços dos módulos de memória. Numa altura em que o hardware parece estar a ser empurrado pelos limites da IA e de sistemas cada vez mais pesados, a Microsoft veio a público dizer o que muitos de nós já dizem há anos. 16GB é cada vez menos o mínimo olímpico e não a quantidade de RAM perfeita.
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A gigante de Redmond atualizou as suas recomendações e foi bastante direta. Para a Microsoft, os 16GB são agora vistos como uma configuração de compromisso, ou seja, um ponto de partida que já obriga a cedências. Se queres realmente jogar e trabalhar sem chatices, o novo padrão “sem preocupações” subiu para os 32GB.
O fim da era dos 16GB?
Há cerca de 10 anos, 8GB chegavam e sobravam. Depois, os 16GB tornaram-se a norma. Mas a verdade é que os jogos modernos, aliados a sistemas operativos como o Windows 11 e a navegadores como o Chrome (que todos sabemos ser um autêntico “comilão” de memória), estão a deixar os 16GB curtos.
Mas, isto é um bocado enganador. Sim, se gostas de ter o Discord aberto, várias abas no browser e ferramentas de streaming a correr enquanto jogas, os 16GB vão rapidamente sufocar o sistema. Com 32GB, dás “espaço para respirar” aos títulos mais recentes e garantes que o teu PC não fica obsoleto já amanhã.
Ainda assim, com 16GB ainda consegues fazer muita coisa. Os 32GB são mais importantes para quem quer jogar, ou precisa de hardware a sério.
SSDs são obrigatórios, HDDs só para “entulho”
A par da memória RAM, a Microsoft também reforçou a sentença de morte para os discos rígidos tradicionais (HDD) no que toca a jogos e ao próprio Windows. Para a empresa, o sistema operativo e os jogos ativos têm de viver num SSD, ponto final. Os HDDs devem ser reservados apenas para armazenamento em massa de ficheiros que não precises de aceder com velocidade.
Isto não é propriamente uma surpresa para quem acompanha a Leak, mas é significativo ver a Microsoft a colocar isto “preto no branco”.
Resta saber se os utilizadores estão dispostos a investir num upgrade agora que o custo de vida não dá tréguas. Mas uma coisa é certa: se estás a montar um PC em 2026, seguir a recomendação dos 32GB parece ser o caminho mais sensato para não teres de abrir a caixa outra vez daqui a seis meses.





