Se tens passado as noites a perder o sono com a ideia de que um algoritmo te vai roubar o emprego já amanhã, talvez possas respirar um pouco melhor com as mais recentes novidades do mercado. Afinal de contas, um executivo da NVIDIA admitiu que, neste momento, a Inteligência Artificial é menos eficiente do que um ser humano e, de facto, é bastante mais cara.
Ou seja, a narrativa da substituição total esbarra numa realidade económica. O custo da computação é, pelo menos por enquanto, estratosférico.
IA vs. Humano: A máquina já é mais cara que a pessoa?

Pois bem, embora a IA processe dados a velocidades incríveis, a infraestrutura tem (cada vez mais) um preço proibitivo. Mais concretamente, o executivo da gigante dos chips afirma que o custo da computação é muito superior ao custo dos trabalhadores “normais”. Manter centros de dados consome eletricidade ao nível de cidades e exige chips que a maioria das empresas não pode pagar.
Ou seja, no fim do dia, o ser humano é uma “unidade de processamento” incrivelmente eficiente em termos de energia e versatilidade. Portanto, a substituição em massa não está a acontecer porque, para os acionistas, pagar um salário continua a ser mais barato do que alugar poder computacional de alto nível.
Conclusão: O custo da tecnologia é o nosso escudo! (por enquanto)
A tecnologia aumentou de preço de forma absurda. Por isso, aquilo que muitos empresários desejariam, que era a massificação da IA, está neste momento em pausa. Não significa que seja para sempre, porque nenhuma crise dura para sempre.
Mas, pelo menos por enquanto, o humano é mais eficiente e mais barato que um robô. E isso é obviamente muito interessante.




