Combustíveis – A escalada de tensão no Médio Oriente não é apenas uma notícia no telejornal. É algo extremamente importante que está a bater com força na carteira de quem tem de atestar o carro todos os dias. Aliás, não é só no momento em que metes combustível. O gasóleo mais caro tem impacto em tudo, porque é o combustível “rei” na logística de tudo e mais alguma coisa.
Dito isto, depois de umas tréguas que pareceram promissoras, a verdade é que o estreito continua bloqueado, e tão cedo não vai abrir. Ou seja, se pensavas que a situação ia normalizar rapidamente, o melhor é ires preparando a carteira para o pior. O conflito entre o Irão e os Estados Unidos da América está a criar um efeito dominó que Portugal sente na pele (e no bolso).
Portanto, a fatura está a subir e não há sinal de que vá parar tão cedo.
Combustíveis: Quanto é que já subiram com a guerra?
Portanto, a ausência de um acordo para a reabertura permanente do estreito de Ormuz é o grande motor desta crise. Como a circulação de combustíveis no Médio Oriente não consegue regressar aos valores pré-conflito, os mercados internacionais estão completamente loucos. Ou seja, a gasolina e o gasóleo estão a ser negociados a preços que obrigam as bombas em Portugal a ajustar os valores quase semanalmente.
Só para teres ideia, de janeiro até agora, um depósito de 50 litros é (em média, e sem contas com descontos) 20€ mais caro no lado do gasóleo, e 12€ mais caro no lado da gasolina
Os impostos são um problema quando os aumentos são um absurdo.
Os impostos são necessários para que tudo funcione em Portugal. Isto é inegável, e é nos combustíveis que a máquina do estado vai buscar muito do seu orçamento anual. O problema aqui é… Os impostos são uma taxa fixa (%) em cima do valor do produto. Por isso, se o produto sobe de preço, a percentagem vai ter uma influência cada vez maior no preço final desse mesmo produto.
Sim, o estado anda a fazer descontos no ISP, mas é algo claramente insuficiente para uma região onde os salários estão muito abaixo da média europeia. Devia ser possível fazer mais.
Deixo a questão… Será que a economia nacional aguenta muito mais tempo com estes custos energéticos?
Conclusão: Onde é que isto vai parar?
Ninguém sabe. A verdade é esta.
O meu palpite é que este verão vai ser muito complicado para quem planeia fazer grandes viagens de carro. A tendência é de subida e, até que haja fumo branco entre o Irão e os EUA, o preço nas bombas vai continuar a ser uma dor de cabeça constante.
Já começaste a mudar os teus hábitos de condução por causa destes preços, ou atestar o depósito já se tornou um luxo ao qual não podes fugir?








